CONSCIÊNCIA COLETIVA

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Opinião

Katy Perry – Chained To The Rhythm (feat. Skip Marley)

em Lançamento/Música por

Vocês estão mesmo problematizando o single novo de Katy Perry? Se sim, vamos aos fatos: a música é muito boa e o lyric video é ainda melhor.  Essa sonoridade não é inédita!, grita alguém – sim, ela é propositalmente retrô, parece que saiu daquele episódio lindo de Black Mirror, San Jupinero, e isso nem de longe é um problema. Não é a primeira vez que uma música tenta refletir as piores amarras do nosso tempo. Vocês lembram que em 1985, Grace Jones lançou a sua sensacional Slave to The Rhythm (uma das minhas preferidas da música pop), onde cantava: Never stop…

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LGBTTIs não nascem adultos, mas “morrem” crianças

em Comportamento/LGBTQI/Opinião por

O que mais precisa ser noticiado sobre as pessoas LGBTTIs para que a sociedade brasileira assuma um debate não hipócrita acerca das violências que cometemos com elas desde crianças? O que é mais revoltante é que as primeiras castrações sofremos dentro de casa. É no seio da nossa família “comercial de margarina” onde começamos a entender que somos as “aberrações” e que seria melhor para todo mundo não termos nascido. Em muitos casos, soma-se a isto, o fato de sermos obrigados(as) a entender que ser como somos não agrada a Deus. Tem crime maior que dizer a uma criança que…

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Homossexualidade na vida pública: um papel ainda para poucos fora das telas

em LGBTQI/Opinião por

“Ser ou parecer: eis a questão”. A consagrada frase de Shakespeare em A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca, parafraseada aqui, parece cair como uma luva no contexto das personalidades midiáticas, mais especificamente no dos ícones do entretenimento (cinema, televisão, jornalismo, etc.), os quais, muitas vezes, são obrigados a viverem como se seguissem roteiros no âmbito de suas próprias vidas pessoais. Primeiramente não é incomum, mesmo nós enquanto meros ‘mortais’, ostentarmos aquilo que não somos ou o que queremos parecer, em especial quando estamos sob certos holofotes – as redes sociais são provas disso. Com base nisso, quando olhamos para…

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Retrospectiva 2016: as séries que amamos

em TV e Séries por

Listamos as nossas séries preferidas do ano. Apesar dos problemas, 2016 foi um ano de bastante visibilidade, algumas produções de alto nível bateram recordes de audiência, séries mais alternas acabaram despotando. Tivemos surpresas como Stranger Things e Westworld, algumas expectativas não superadas, como Luke Cage e até Rupaul nos entregando uma das melhores vencedoras de todos os tempos. Vamos lá,

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Universidade e exclusão : um voo panorâmico e alguns problemas​

em Educação/Opinião por

O espaço acadêmico é extremamente rico, repleto de descobertas e capaz de promover novas e importantes experiências. Quando entramos pela primeira vez nas suas instalações, estamos cheios de dúvidas, tateando os corredores, descobrindo gradativamente novas formas de pensar. Como aluno vindo de escola particular, tive contato muito cedo com os mecanismos que facilitariam o meu ingresso nesse espaço. Aprendi noções de cálculos, boas estratégias para escrever uma redação, decorei elementos e fórmulas prontas, tive contato com esquemas e dicas que me mostravam claramente como eu teria que agir no momento em que o exame de ingresso estivesse diante dos meus…

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É preciso respeitar nossos limites: apenas pare!

em Comportamento/Opinião por

É difícil quando reconhecemos que chegamos ao nosso limite. Nessa hora, mesmo que o mundo caia sobre nós e exija que tenhamos fôlego para continuar, é vital e sábio que paremos, respiremos, tiremos um tempo para nós mesmos, sumamos de alguns espaços e nos revigoremos. Não importa se você perderá um encontro, um prazo ou compromisso da faculdade/escola/trabalho, uma reunião de família, um cinema/bar/show com os amigos. Apenas pare! E não absorva – nem somatize – quando pedirem satisfações acerca do “descompromisso”. Se as pessoas, ou coisas, não percebem que cada um tem seu tempo de acompanhar os tempos do…

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A morte e as relações de poder dentro da religião e da mídia

em Comportamento/Opinião por

A morte é uma temática extremamente delicada. Misteriosa, ela nos fascina e aterroriza, faz isso ao mesmo tempo e praticamente pelo mesmo motivo: aquilo que vem depois dela. Essa motivação, por causa desse apelo às camadas mais profundas do subconsciente do ser humano, acaba sendo usada como ferramenta para alienação por parte de camadas religiosas e teoricamente espirituais da sociedade; coloca-se portanto um peso gigantesco nesta dita vida após a morte, como sendo tábua de salvação de todos os problemas que nos acometem durante o tempo de vida na terra.

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Noblat, Roda Viva e Temer: Jornalismo à Chá da Tarde

em Opinião/Política por

O jornalismo tem como função promover o desenvolvimento da cidadania através da boa informação. É dele o dever de desmistificar aspectos que possam permear qualquer assunto de interesse social. Ou seja, aquilo que tem importância para a vida das pessoas. Infelizmente, o programa Roda Viva com o Presidente Michel Temer, exibido no último dia 14 de novembro, não cumpriu bem essa missão. Mais pareceu, ao misturar assuntos importantes e questões pessoais, um chá informal de fim de tarde. Demorei um pouco para fazer esse texto por querer fugir da análise com viés de emoção política. Qualquer crítica precisa ser feita…

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Descobertas no 145

em Autoral/Crônicas por

Vocês sabem que hoje nós temos inúmeros canais onde podemos conversar com estranhos, criar nossas próprias máscaras, imaginar novos personagens e, antes de tudo, descobrir um pouco sobre nós mesmos(as). Pois é, nem sempre foi assim, há alguns anos, conseguir uma conexão de internet era quase impossível. Na era da net discada, as tardes de sábado eram cultuadas. Quando paro para pensar, quando volto no tempo e me vejo aos 15 anos; um jovem cheio de sonhos e incertezas, sem um smartphone à disposição, buscando descobrir o mundo e suas coisinhas sujas na calada da noite, bate uma saudade, um certo…

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O dia em que morremos com Guilherme, 20 anos.

em Opinião por

* Este texto é carregado de tristeza. Dia desses, um jovem goiano, Guilherme, 20 anos, foi perseguido e assassinado pelo próprio pai por desavenças político-ideológicas. O pai, em seguida, debruçado sobre o corpo do filho, pôs fim à própria vida. Assim, desse jeito. Estarrecedora por si só, a história foi sendo cercada pela presença de posicionamentos nefastos, que revelam um lado obscuro dos nossos dias. A história que estamos vendo ser escrita carece de elementos de humanidade que muitos de nós esquecemos onde achar. Surtamos um pouco a cada dia, diante de nossas angústias diárias e cobranças que nem mesmo…

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