CONSCIÊNCIA COLETIVA

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Gabriel Evelin

O que achamos: Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita não É um Urso que Dança

em Cinema/O que achamos por

Qual a sua utopia? Assim começa “Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita não É um Urso que Dança”, lançando um questionamento provocador enquanto artistas realizam uma performance em um palco. Como se presume, o filme é essencialmente político. Mas não trata-se de uma política rasa e reprodutora de discursos como se observa bastante na internet. Por se tratar de cinema marginal, Jovens Infelizes mostra a cara e avisa para que veio. Suas críticas sociais são extremamente pesadas, flertando por vezes com a radicalização do discurso. Não é incomum vermos por exemplo bonecos com cara de políticos sendo espancados.

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O que achamos: A Cidade Onde Envelheço

em Cinema/O que achamos por

A incorporação do sentimento de mudança nunca esteve tão bem representada. O longa dirigido por Marília Rocha que venceu o festival de Brasília tem como base um roteiro construído em cima de um ponto que apesar de no início parecer congruente, acaba trazendo um conflito interessantíssimo: duas imigrantes portuguesas que vieram ao Brasil. Francisca é construída como uma mulher mais velha, que está aqui por mais tempo, e conhece as “regras do jogo”. Demonstra um forte desapego, não se prende ao trabalho, nem sequer ao namorado. Parece estar sempre incomodada com o que está acontecendo, apesar de demonstrar um certo…

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O que achamos: Desventuras em Série (Netflix)

em Séries/TV e Séries por

Desventuras em série é a segunda tentativa de adaptação da franquia que fez sucesso como livro. Em 2004 um projeto foi iniciado, e por mais que tenha engajado diversas celebridade (Jim Carrey, Maryl Streep) não conseguiu sustentar uma sequência, muito devido ao tom infantil e exagerado de suas tramas e personagens. Tentando aprender com isso, a série criada pela NETFLIX se propõe a apresentar um universo mais coerente, sombrio e melancólico, como os livros se propõem a ser. O primeiro resultado disso é uma linguagem bem funcional, que não tenta dar um ar de maestria, mas cria um padrão que…

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O que achamos: O que achamos de La La Land (Cantando Estações)

em Cinema/O que achamos por

Finalmente La La Land chegou aos cinemas brasileiros. Um sentimento de euforia toma conta dos cinéfilos que ansiosamente esperavam pela obra. Além de “papar” todos os títulos, o filme é citado como uma das mais sinceras e belas homenagens a Hollywood recentemente produzidas. “Belo” é com certeza uma palavra que caracteriza a produção. Dentro da produção de todos os filmes existem diversos setores, alguns mais valorizados e reconhecidos (fotografia, elenco, roteiro) outros subjugados e até desconhecidos por alguns, é o caso do design de produção. Porém, La La Land faz desse item algo extremamente necessário. A beleza do filme está numa…

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Sense8 quer te desejar um feliz Natal

em Séries/TV e Séries por

Natal. Presente. Fartura. Época de confraternização, mas também dos queridíssimos Especiais de Natal. Sense8, que apesar de questionada foi uma série bastante querida por seus fãs (junto a Stranger Things, são séries que levaram várias pessoas a se envolver emocionalmente com seus personagens, talvez as Originais Netflix que mais fizeram isso), trouxe uma proposta que se assemelha mais a “um presente” que Lana Wachowski e o elenco queriam dar aos fãs. Confesso que a duração (mais de 120 mins) do episódio de cara me assustou, com um tempo quase de um filme o espectador espera que dali saiam tramas e…

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Fome (2016), um filme que nos ajuda a pensar sobre os caminhos que a vida impõe.

em Cinema/Indicações por

Os limites entre documentário e ficção, apesar de serem bem distantes, hoje em dia são quebrados com facilidade. Desde cine-biorafias que adotam esse estilo para conferir autenticidade, até filmes de terror que utilizam o valor do real para intensificar o clima de horror proposto pelo gênero. Quando somos postos diante de mais um caso desse (FOME), a expectativa é de uma construção de narrativa semelhante, o que só acrescenta ao valor da surpresa que o filme entrega. O filme se propõe a contar a saga de “Malbou”, um morador de rua que perambula pela cidade junto a seu carrinho de…

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Dica de Filme: Qualquer Hora Dessas

em Cinema por

Verdades nuas e cruas. Segredos guardados em “quartos do pânico”, lá também podem se encontrar relacionamentos doentios e abusivos. O pressuposto é válido quando se trata de “Qualquer Hora Dessas”, filme premiado de Monteiro Júnior. Esse longa parece uma viagem pessoal sobre temas relevantes em relacionamentos modernos, nele somos brindados com pouco mais de uma hora de reflexão intensa na tela. É quase impossível não se identificar,  principalmente aquelas pessoas que já se envolveram em algum embaraço nas suas experiências afetivas.  Dentro de um quarto e nus, os protagonistas expõem o jogo de poder e dominação que permeia as relações modernas. A…

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Prazer, eu sou o Medium

em Opinião/Tecnologias por

Quando a internet surgiu, no início da década de 80, trouxe a esperança de que um ambiente democrático, em que todas as pessoas pudessem compartilhar ideias e espalhar conhecimento, fosse possível. No início dos anos 2000, o surgimento dos blogs simbolizou a concretização dessa ideia. Apesar de no primeiro momento, em meados de 2005, alcançarem extrema popularidade, os blogs entraram em curva decrescente em tempos recentes, isso ocorreu por um conjunto de fatores, o principal deles: as redes sociais. A partir da popularização do Twitter, que nos permite até hoje a divulgação de pequenos textos, do (finado) Orkut e  do…

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