CONSCIÊNCIA COLETIVA

Category archive

Música - page 9

GA31 e o som da mulher sapatona

em Música por

Amém, Jesus usava chanel
Como todos aqui e no céu

Se você ainda não ouviu as maravilhosas músicas da GA31 e não se rendeu ao disco Defame, lançado em 2014, está mais do que na hora. Assim que escutei a primeira música, fui em busca do acervo disponível nas plataformas de streaming e comecei a enviar tudo que podia para as amigas LGBTS que estão nas minhas redes sociais. A resposta foi instantânea. Algumas colegas até chegaram a dizer que se o Brasil tivesse enaltecido o trabalho de Ga3i em 2014, quando o disco foi lançado, provavelmente não estaríamos afundados nesse mar de decepção, nessa política que tanto nos empurra para o retrocesso.

Na sua página do facebook, encontrei uma bio sobre Ga31 e o seu projeto.

GA31 é a autora original do hit “Eu Gosto de Mulheres” e do álbum “Conceito”, sucessos inabaláveis da década passada que perduram até os dias de hoje.

Em 2014 incendiou as paradas da música eletrônica conceitual com o hit “Videogames Eróticos (Jóias, Mulheres & Glitter)”, alcançando um bom desempenho nas tabelas musicais da internet.

Nas músicas da artista, encontramos frases como:

  •  Lésbica futurista, sapatona convicta, eu não vou deixar a inveja me abalar.
  • Lésbicas, putas, lésbicas, sem culpa
  • Eu não queria dizer, mas eu preciso comentar, estão correndo boatos que você quer me chupar.
  • Toque nos meus seios e diga que sou andrógena.
  • Jogue videos games eróticos, toque nos meus botões agora, eu vou adorar.

DEFAME” foi um “álbum visual”, é possível assistir aos vídeos em alta definição feitos para cada faixa do disco:

Confira todos eles aqui:

Ga31, que se afirma feminista, acaba de lançar uma nova música de trabalho chamada Não me defina.


Encerro o post desejando que esse trabalho ganha as nossas vidas e que o Brasil possa fazer das pistas de dança, um lugar de redefinição.

Em Não me defina, Ga31 canta:

Não me defina
Não foque os seus medos em mim
Reveja conceitos e
Assuma que somos assim
Eles não definem o que podemos fazer
Eles não definem quem devemos ser
Eles não definem o que eu quero dizer
E quem eu devo querer
Por quem sinto prazer
Eles não definem o que devo entender
Eles não definem o meu amanhecer
Eles não definem
Eles não definem
Eu tive que deixar acontecer
Não me defina
Não me deprima
Não menospreze
o meu poder
Não defina
Viva a sua vida
E redefina teu ser

..e vem sentir o prazer.

As 6 músicas mais legais – Especial Madonna

em Dicas/Música por

Sendo Madonna a cantora mais famosa da música, nada melhor do que listar quais as suas músicas mais marcantes. Reunimos alguns dos nossos colaboradores e fechamos um top 6, totalmente democrático e ainda assim super difícil de ser feito – afinal, são quase 40 anos de carreira e muitos hits na bagagem.

1)   Die Another Day, por Weslley Leal

Em meio a tantas versões da nossa ‘bela camaleoa’ rainha do pop, é a versão descabelada, militarista, heroína de filme de ação, dividida entre seu ID e Super-Ego impressas em Die Another Day, que me mobiliza de forma ímpar até hoje. Além das ousadias eletrônicas de primeira, produzidas por Mirwais Ahmadzaï, que entrega uma trilha impactante, que mescla o suspense digno dos filmes de 007 com o dinamismo próprio de Madge, a baladinha conta ainda com um clipe super empolgante, mostrando Madonna na sua melhor forma. A música ainda rendeu algumas das performances ao vivo mais diferenciadas da rainha, como a versão da música na Re-Invention Tour 2004, que une ícones circenses com o traquejo porteño dos dançarinos de tango.


2)  Miles Away, por Ricardo Alves

Essa é sem dúvidas a música de Madonna que mais mexe comigo. Não é por ser do melhor álbum ou ter a melhor produção. É simplesmente por ser uma das poucas músicas de uma artista pop com a qual eu me identifico em diferentes aspectos de minha vida. E a versão ao vivo é ainda mais especial para mim. Talvez por ter um vocal mais natural e arranjos mais simples. Além disso, foi na Sticky & Sweet Tour que vi Madonna de perto pela primeira vez (tem uma boa história por trás de tudo isso). Miles Away consegue me transportar para além da minha realidade, trazendo consigo um ar de nostalgia sobre alguém que eu conheço, porém nunca vi. Pelo menos não nessa vida. Obrigado, Madonna.


3) Future Lovers, por Diogo Stanley

Começo dizendo que não conheço a discografia da rainha com riqueza de detalhes.  Das músicas que ouvi, uma me fascinou na primeira escuta: Future Lovers. A batida é incrível e consegue fazer uma releitura da era disco trazida no Confessions. O vocal encaixa perfeito no ritmo eletrônico. A música em si resume toda a proposta do álbum. Não é à toa que foi usada na abertura da turnê. Aliás, pra mim é o melhor início de um show que pude ver. Would you like to try?


4) Physical Attraction, por Raphael Alves

Muitas músicas dividem o meu coração quando se trata de Madonna, entre elas estão Get Togheter, Beautiful Stranger  e Get Togheter, mas é Physical Attraction que consegue criar a atmosfera perfeita. Gosto da simplicidade presente nos seus primeiros singles e da forma como eles conseguem ser tão arrojados. Penso que nos poucos versos da canção, Madonna consegue contar uma história que provavelmente ainda rende paqueras consentidas, beijos e bastante ebulição química.


5) Music, por João Gusmão

Lançado em 22 de agosto de 2000, com produção de Mirwais Ahmadzaï, o single “Music” trouxe a rainha do pop de volta às pistas com uma sonoridade mais radiofônica –  diferente das canções do disco anterior, Ray of Light (1998) –  e garantiu a M o seu último, desde então, 1# na parada Hot100 da Billboard. Foi a primeira vez que Madonna me provocou, fiquei tocado ao ver um clipe com uma garota que saia para se divertir na noite numa limusine com strippers, ela só queria se divertir e a música tem esse espírito. Ao assistir ao clipe, aos 10 anos de idade, eu não entendia o que era aquilo, mas era empoderamento.


6- ‘Till Death Do Us Part, por Djalma Wanderley

Comecei a gostar de Madonna a partir do Music, e fui descobrindo as eras antigas da cantora depois dos anos 2000 – assim, me descobri apaixonado em Crazy For You e True Blue, revoltado em Express Yourself e Human Nature, e hipnotizado por Drowned World/Substitute for love. Somente em 2012 vim descobrir essa maravilha que é ‘Til Death Do Us Part, e como Madonna conseguiu colocar uma guitarra de Calypso numa letra dramática sem soar brega; a música, pra mim, é sempre cativante e animada, e tem uma letra bem pesada. Acho excelente, principalmente a quebra dos espelhos no fim, exemplificando o que o título da música realmente significa. Parabéns, gata!

As músicas já estão na nossa playlist no Spotify, confira!

Playlist: Sons de Setembro (Nacional)

em Dicas/Música por

Setembro está indo embora, mas nos deixou muitas músicas que irão embalar nossas vidas e histórias em 2016 e por outros tempos também. O cenário nacional foi bem fértil no mês da primavera, tivemos lançamentos aguardados e muitas estreias, então o anallógicos separou para você 5 dos lançamentos mais prestigiados:

1. Laura Lavieri / Quando Alguém Vai Embora 

Ela é a de voz doce e suave presente nos discos do cantor e compositor Marcelo Jeneci e também o acompanhava em shows. Desde 2010, Laura se sentia confortável sendo apenas integrante da banda de Jeneci sem lançar material próprio, até então o único trabalho solo da cantora tinha sido a regravação de “Quem Nasceu?” (2012) para o tributo a Péricles Cavalcanti, porém agora a garota se lançou na carreira solo e irá lançar disco em 2017, seu primeiro single é “Quando Alguém Vai Embora”, uma regravação, composta por Ciro Monteiro e Dias da Cruz em 1942.


2. Luísa Maita – Fio da Memória

Depois do aclamado Lero-Lero (2010), bem recebido pela crítica nacional e internacional, a cantora e compositora Luísa Maita lançou o tão aguardando segundo disco, o Fio da Memória, e não decepcionou. O primeiro single do álbum é “Na Asa”, canção com batidas eletrônicas cantada com uma voz aveludada, sussurrada e sensual.

 


3. Tássia Reis – Outra Esfera

A rapper paulista, de 27 anos, lançou esse mês seu primeiro disco repleto de letras autobiográficas que fala de como é ser uma mulher negra e periférica, abordando o feminismo e o empoderamento.


4. Liniker e os Caramelows – Remonta

Depois do sucesso meteórico de vídeos despretensiosos que alcançaram milhões de visualizações no Youtube, em 2015, Liniker lança seu primeiro disco acompanhado da banda Caramelows, composta por: Márcio Bortoloti (trompete), Péricles Zuanon (bateria), Rafael Barone (baixo), William Zaharanszki (guitarra) e as backing vocals Barbara Rosa e Renata Éssis. Remonta apresenta novas músicas e as velhas faixas presentes no EP Cru em novas roupagens, um disco lacrante com letras sensíveis e também alegres.


5. Douglas Germano – Golpe de Vista

O sambista paulistano, apesar de não gostar de ser chamado assim, lançou seu segundo disco, Golpe de Vista. Entre as faixas está presente a “Maria de Vila Matilde”, música composta pelo músico que na voz de Elza Soares concorre ao Grammy Latino na categoria de Melhor Canção em Língua Portuguesa. A base musical do disco é o violão e a caixa de fósforo, são 12 canções curtas que são crônicas do subúrbio de São Paulo, também há crítica ao contexto da política nacional.

Estamos atualizando nossa playlist com as músicas que encontrarmos no Spotify. Não deixem de nos seguir.

1 7 8 9
Ir para o Topo
Pular para a barra de ferramentas