CONSCIÊNCIA COLETIVA

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Djalma Wanderley

Djalma Wanderley has 20 articles published.

Professor de inglês e problematizador 24h por dia, ainda tem um pezinho na insegurança que insiste em lhe rodear. Já foi fã de Xuxa, de Sandy e Júnior e de Britney Spears – hoje se acha muito cult por ser fã de Rachel Bloom. É o que tem pra hoje, né?

O que achamos: Blade Runner (2017)

em Cinema/Novidades/O que achamos por

O ano era 1982, e depois de muitas idas e vindas, foi lançado nos cinemas o Final Cut de Blade Runner, dirigido por Ridley Scott – com um roteiro adaptado do livro de Phillip K. Dick, “Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?” (veja nosso review aqui). O cenário do filme era essencialmente pós-apocalíptica, se nós considerarmos o apocalipse como sendo o boom tecnológico que iria acontecer a partir dos anos 2000, e o quanto as relações interpessoais seriam esquecidas, com o propósito de aumentar e fomentar a produção e o consumo de serviços e bens tecnológicos – como androides, em todas…

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O que achamos : Chocante (2017)

em Cinema/Novidades/O que achamos por

Quando vi o poster do novo filme de autoria do Bruno Mazzeo (et al.), Chocante, só me veio uma referência à cabeça: “Letra e Música”. Uma comédia romântica razoavelmente sem graça de meados da década passada, com algumas músicas extremamente chicletes. Por favor, ouçam Buddha’s Delight…

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O que achamos : Entre Irmãs

em Cinema/Novidades/O que achamos por

A mulher, ao longo dos últimos anos, tem sido retratada na mídia através de vários personagens – reais ou ficcionais – que demonstram características de força e de coragem, algo que há pelo menos duas décadas ainda era razoavelmente um tabu. Assim, é possível perceber que o feminismo, apesar de toda a onda de ódio proveniente de fundamentalistas e fascistas, é crescente em obras ficcionais tanto da televisão quanto do cinema – vemos, portanto, jornadas de personagens femininas repletas de garra e de independência, e essa é a principal temática do longa “Entre Irmãs”, que estreia dia 12 de outubro…

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Daddy Issues e a Necessária Desmistificação do Ídolo

em Comportamento/Opinião por

Quem não lembra do velho clichê tão presente em histórias de mulheres na mídia ocidental das últimas décadas: garota que não consegue ficar com ninguém por muito tempo apresenta daddy issues – aqueles velhos problemas de relacionamento com o pai. E essa cultura bem característica traz junto com ela uma misoginia que não tem tamanho, visto que, por essa percepção, apenas as mulheres possuem esses percalços no relacionamento com aquele que é sua primeira referência masculina no mundo – mas será que isso é mesmo verdade?

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Playlist nostalgia: forró dos anos 90

em Homenagem/Música por

Como nordestino recifense criado por familiares advindos do interior do estado de Pernambuco e estudante de escolas católicas, na minha infância e pré-adolescência fui bombardeado constantemente pelo ritmo do forró. A quantidade de shows de forró que eu vi e vivenciei nas minhas idas ao interior, ou as quadrilhas das quais participei nas escolas onde estudei é realmente grande – e como eu sempre tive bastante apreço por música e dança, esses momentos sempre me apeteceram.

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Fãs de “RuPaul’s Drag Race” e a heteronormatividade compulsória

em Comportamento/Opinião por

Como parte da comunidade LGBTQ, estamos sempre em desvantagem quando se fala de aceitação perante a sociedade. Existe sempre um estigma que somos errados perante uma grande parcela das pessoas com quem convivemos diariamente, afinal, deus criou adão e eva, não adão e ivo. E assim vamos vivendo, tentando lutar contra uma heteronormatividade homofóbica que nos persegue a cada passo que damos, e a cada opinião que expressamos.

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A provação: um relato sobre imposições e liberdade

em Comportamento/Opinião por

Ser aprovado sempre foi um objetivo importante na minha vida. Acho que foi devido à minha infância – eu era muito mimado pela minha família, por ser filho/neto/sobrinho único. Então, quando ainda era uma criança, eu era aprovado em tudo: era bonitinho, fofinho, inteligente, bem-comportado, e esses atributos me faziam ser muito bem quisto por todas as pessoas mais velhas que estavam ao meu redor. Era impressionante como os adultos gostavam de mim, porque eu fazia tudo que eles diziam. No entanto, em meio àqueles de mesma idade que eu, eu não fazia lá tanto sucesso: era sempre deixado de…

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O que achamos: Corra! (2017)

em Cinema/O que achamos por

Como partes de uma sociedade repleta de diversas nuances, somos um produto extremamente complexo. Trabalhando com o conceito de identidade, não podemos jamais dizer que temos uma identidade apenas, pois somos plurais; sendo assim, é muito natural que nos sintamos bem em determinados lugares, e não tão bem em outros. Por vezes, até o mesmo lugar pode nos fazer sentirmos diferentes em momentos diferentes de nossas vidas. Por exemplo, estar numa sala de cinema geralmente me traz ótimos sentimentos; no entanto, assistir Corra! me fez sentir exatamente o oposto. E, ao contrário do que muitos possam achar, isso é excelente.

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Caio Fernando Abreu: meus 6 contos preferidos

em Leitura/Nacional por

O nome do autor Caio Fernando Abreu se tornou muito conhecido entre os usuários de redes sociais aqui no Brasil nos últimos anos, devido a uma imensidão de frases que, teoricamente, foram cunhadas por ele. Bem, (in)felizmente, essas pessoas estavam erradas: frases como “podem jogar pedras, pois com elas construirei o meu castelo” NÃO são de Caio. Isso não significa dizer, no entanto, que ele não tenha frases que impactam de forma avassaladora as nossas vidas; elas existem sim, mas todas elas possuem contextos em seus variados contos, suas histórias e suas novelas, o que deixa seu trabalho ainda mais…

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Escola, gêneros e sexualidades periféricas: quando o sistema buscar segregar o indissociável.

em Comportamento/Educação/LGBTQI por

As questões de identidade de gênero e orientação sexual são tabus em nossa sociedade, e isso é um fato que definitivamente não é recente. Ao pensar em diversidade sexual, o membro normativo dessa sociedade conecta qualquer sexualidade periférica ao escárnio, luxúria e aberração; já em relação à identidade de gênero, esse mesmo membro normativo parece não entender exatamente o que é, e em geral acaba pautando-se em discursos estritamente tendenciosos para tecer comentários maldosos que reproduzem um preconceito entranhado em nós.

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