CONSCIÊNCIA COLETIVA

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Fevereiro 2018

Trama Fantasma | Crítica

em Cinema/O que achamos por

Vestir o sentimento de uma existência em uma situação específica e importante é talvez a trajetória mais desafiadora de todas. Vestir para despir, remover e engrandecer, principalmente, aquela mulher, que entra na sala, no salão de festas ou em seu casamento. Acontecimentos cobertos não apenas de seda, linho ou veludo, mas sim de ciclos, símbolos e signos. Essa roupagem extraordinária a cada filme – ou videoclipe, formato adorado pelo cineasta, que o exercita vez ou outra, entre seus intervalos no cinema, produzindo pílulas visuais não menos excitantes –, é bastante característica de Paul Thomas Anderson, que cria obras sensoriais. São particulares e específicas, como planetas, que orbitam em um sistema próprio, onde o diretor se localiza no centro, como um sol a iluminar cada uma de suas criações. São sim distintas entre si, mas se materializam de elementos comuns, originados dessa fonte única que parece ser a essência de um autor atento e imerso. Como o personagem de “Trama Fantasma”, no epicentro de um mundo onde quem existe o faz para rodeá-lo e servi-lo. Mas não por muito tempo. Continue Lendo

A obscura Elohim retorna em grande estilo

em Lançamento/Música/Novidades por

Elohim começou a tocar piano aso 5 anos e sempre foi atraída por sons obscuros. Sua entrada no mundo da música ocorreu sem muitos alardes há quase três anos; sua personalidade discreta nunca procurou os holofotes. Pouco conhecemos sobre a sua vida, poucas entrevistas foram concedidas até agora. Estratégia de marketing ou não, seus primeiros trabalhos atraíram os ouvidos da crítica e seu último EP, Elohim (apelido que ela mesma se deu, significa Deus em hebraico), conquistou parte do público e foi um sucesso no Soundlcoud. Continue Lendo

“Alma da Festa” ganha primeiro trailer legendado

em Cinema/Novidades por

Quando o marido a abandona sem mais nem menos, a dedicada dona de casa Deanna ( Melissa McCarthy) transforma a tristeza da separação em estímulo para recomeçar a vida e decide voltar para a universidade…e acaba escolhendo o mesmo curso e a mesma faculdade de sua filha, que não fica muito contente com a novidade. Mergulhando de cabeça na experiência, a cada vez mais franca e aberta Deanna – que agora prefere ser chamada de Dee Rock – abraça a liberdade, a diversão e os garotos das fraternidades universitárias a sua própria maneira, reencontrando-se consigo mesma em um ano de estudos inesperado até para ela mesma. Continue Lendo

Devaneios de um Carnaval pernambucano

em Novidades/Opinião/Pernambuco por

Os festejos de Momo são sempre um verdadeiro turbilhão de cores e brilhos, músicas hit, marchinhas e frevos de todos os tempos e a irreverência de um povo que esconde a dificuldade do resto do ano com máscaras e fantasias. As ruas e avenidas não foram apenas palco de gritos de alegria e êxtase típicos da folia, mas foi também uma maneira de expor sentimentos entalados na garganta, a insatisfação com a situação deprimente do nosso povo estampou a cara desse carnaval. Continue Lendo

‘Ex-Pajé’ estreia no Festival De Berlim e apoia manifesto Indígena

em Cinema/Fique de olho/Novidades por

Ex-Pajé, documentário escrito e dirigido por Luiz Bolognesi (Uma História de Amor e Fúria), foi exibido sábado, 17 de fevereiro, às 20h, no Festival Berlim, como parte da mostra Panorama. Na sessão também foi divulgado um Manifesto de Povos e Lideranças Indígenas do Brasil que propõe um país com mais tolerância e respeito, e que critica o etnocídio. O longa já possui dois cartazes internacionais. Continue Lendo

[Review] Pequena Grande Vida

em Cinema/Novidades/O que achamos por

O diretor Alexander Payne é bastante conhecido por seus filmes com senso de humor apurado e permeados por sátiras sociais, temos como exemplo Eleição (1999), Sideways (2004), Os Descendentes (2011) e Nebraska (2013). Sempre se utilizando de bons roteiros para contar boas histórias, por isso é estranho assistir Pequena Grande Vida e, apesar de ver os elementos característicos de sua assinatura, sentir que o filme acaba por não se realizar. Continue Lendo

[Crítica] Três Anúncios Para Um Crime

em Cinema/Novidades/O que achamos por

Quando um filme é colocado como um grande competidor para ganhar o Oscar, principalmente nas categorias principais, acaba de formando uma grande aura de questionamentos e dúvida sobre o merecimento (ou não) de tal honraria do cinema norte-americano (e mundial). Assim, quando Três Anúncios Para Um Crime foi nomeado a concorrer em sete categorias no Oscar 2018, não poderia ser diferente: assim, uma onda de protestos (internéticos) tomou conta das redes sociais e sites de crítica social, tecendo comentários sobre como o filme propaga uma ideia errônea de que racistas podem ter redenção mediante outras ações, devido ao que acontece com o personagem Dixon (Sam Rockwell). Continue Lendo

Pode entrar, Bayonetta

em Games/Nerd por
Por favor, ouçam a playlist (vídeo acima) com as melhores músicas da trilha sonora do jogo enquanto leem.

Duas bruxas estão no topo de uma torre de relógio, caindo em alta velocidade de um penhasco. Bayonetta e Jeanne encaram o horizonte, enquanto seres voadores se aproximam rapidamente. Elas ficam de costas uma para a outra, com suas pistolas em punho. E em pés! (?!) De repente, os seres voadores se mostram galinhas humanoides com roupas suntuosas e apetrechos dourados, junto com um monstro com duas cabeças de dragão e uma auréola dourada em cima de sua cabeça: os anjos chegaram pra luta. Pera, que? Bayonetta (1 e 2) estão chegando remasterizados para o Nintendo Switch, sexta feira (16) e eu preciso compartilhar a maravilha que esse jogo é com vocês. (Ah, o primeiro jogo também está disponível para PC) Continue Lendo

Descubra-se Gamer (parte 2): Vamos brincar de andar?

em Games/Nerd/Novidades por

Existe na comunidade gamer um termo mal visto (ou bem visto, depende de que lado da discussão você esteja): walking simulators. Esse termo é usado para designar jogos em que a mecânica principal é andar, portanto simuladores de caminhada. É um termo chulo. Pessoalmente falando, claro. Esse termo foi cunhado como forma de deboche para jogos que priorizavam a narrativa e careciam de mecânicas mais robustas de combate, movimento, etc. Pena que o feitiço virou contra o imperador. Hoje em dia, ver a tag de walking simulator em um jogo só me faz ter mais vontade de jogá-lo. Continue Lendo

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