CONSCIÊNCIA COLETIVA

Esperança e temor, o que nos espera em 2018?

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O ano de 2018 promete ser movimentado. Enquanto nos preparamos, com alguma dose de esperança, para enfrentar uma eleição presidencial e ter a chance de trocar os deputados federais, estaduais e os governadores; os usuários de smartphones e aparelhos com internet estão cada vez mais críticos e “ativistas” nas redes sociais. Dependendo do teor da opinião e das nossas motivações, temos o mundo nas mãos. 

A internet está aí para mostrar o que as pessoas acham e deixam de achar sobre tudo, desde uma foto de uma criança em meio ao Réveillon de Copacabana até as celulites da Anitta. Desaprendemos a viver sem postar; fotos, comentários e curtidas são a nossa cartilha. Enquanto a sinfonia de cliques passa, estamos perdendo a chance de punir quem realmente merece. Não conseguimos estruturar esquemas coletivos  de transformação, o nosso engajamento tem se tornado cada vez mais tímido, circunscrito aos grupos e bolhas que fazem parte das redes sociais.

Enquanto isso, no Game Of Thrones da política…

Lula vai ser candidato mesmo? O PSDB está vivo? Por onde anda Marina Silva? Luciano Huck acredita ser o salvador da pátria? Muitas questões, poucas alternativas. O ano mal começou e as novidades em Brasília não param, o jogo está esquentando: Temer passa por um processo de recuperação devido a complicações decorrentes de uma infecção urinária; a imprensa está armando um circo gigantesco para cobrir o julgamento parcial de Lula; Ronaldo Nogueira pediu demissão no final de dezembro alegando que irá se candidatar para reeleição à Câmara dos Deputados. A substituta escolhida para ocupar a cadeira foi a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), aquela que votou pela saída de Dilma Rousseff vestindo uma camisa da CBF, filha do ex-deputado Roberto Jefferson que foi condenado no julgamento do “mensalão”. Cristiane, inclusive, já foi condenada pela justiça do trabalho por dívidas trabalhistas, o processo contra ela ainda tramita na justiça. Pois é, a máxima do “pior do que está, não fica” cai por terra depois de notícias como estas.

Se no congresso a batalha é incerta, nas redes sociais um exército luta para transformar a mentalidade das pessoas;  as discussões sobre racismo, feminismo e homofobia, por exemplo, estão sempre em pauta, o que é ótimo, pois estimula o debate e a difusão do assunto dentro das famílias e nas salas de aula de diferentes níveis sociais, desde o Ensino Fundamental até as intocáveis salas das Universidades. Lidar com as diferenças tem sido um tema recorrente e tudo que podemos desejar é que que neste novo ano estas pautas se dêem em níveis mais profundos, criando possibilidades mais concretas de ação, sair do patamar do “eu acho” para o “eu posso/consigo fazer isso…”.

Não esperemos salvadores da pátria, já quebramos a cara várias vezes com “heróis” inventados para tirar-nos do desespero. Desespero só leva á atitudes extremas e o que precisamos neste ano é o equilíbrio de uma democracia fortalecida e comprometida com o povo, de união nos diversos setores que fazem a sociedade. Não sei se a velha política ainda impera, ou se os novos candidatos terão chances. Essa será uma disputa difícil  e que a sociedade consiga, no virtual ou no face a face, se posicionar bem no tabuleiro, afinal, uma nova e desastrosa temporada se aproxima.

Natalia é professora de formação. Escreve sobre política e comportamento. É apaixonada por literatura, arte e educação | Para segui-la no Instagran: @nataliasouzarb

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