CONSCIÊNCIA COLETIVA

A melhor série de 2017 segundo o #anallógicos

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A galera do anallógicos finalmente se reuniu para votar na melhor série do ano e surpreendentemente tivemos um empate técnico. Apesar dos atropelos em algumas sequências, esse foi um ano de muitas surpresas e estreias marcantes. As séries de TV continuam sendo um espaço onde os diretores podem caminhar com mais autonomia; liberdade criativa e a possibilidade de falar abertamente sobre questões humanas e sociais são elementos visíveis nesse tipo de produção atualmente. Diretores de cinema como David Fincher e David Lynch ganharam espaço nessa plataforma em 2017, provando que a televisão episódica pode sim trabalhar questões estéticas com bastante originalidade.

Historicamente vista pela crítica como um gênero menor, principalmente por atingir as massas, ver temas como preconceito, machismo, violência, amor, vazio e solidão abordados na tv e nas plataformas de streaming com tanto cuidado e intensidade, nos levar a perceber como é importante que essas barreiras simbólicas sejam quebradas, todo mundo ganha quando isso acontece.

Confira os votos dos nossos colunistas!

Bruno Carvalho: American Gods

A série agrega uma série de qualidades que a torna a melhor coisa que vi este ano. Ótimo roteiro (Neil Gaiman, né!?), atores maravilhosos com atuações fabulosas (Gillian Anderson, todo meu amor) e com uma estética e efeitos primorosos, feitos com cuidado e que tornam assistir a série uma experiência que passa a impressão de se estar diante de uma obra de arte audiovisual.

Carlos Henrique: Mindhunter 

Terminei de assistir à primeira temporada da série recentemente e posso afirmar que é, sim, uma das melhores produções de 2017. Conseguiram abordar a questão dos serial killers por um viés psicológico e tudo ficou muito interessante de se ver na telinha.

João Gusmão: Feud

Criado por Ryan Murphy, Jaffe Cohen e Michael Zam, a série expõe a maior richa de Hollywood de todos os tempos: Bette Davis x Joan Crawford, interpretadas respectivamentes por Susan Sarandon e Jessica Lange. Feud expõe todo machismo, misoginia e rivalidade que a indústria cinematográfica criou entre essas duas atrizes, que apesar de ter acontecido décadas passadas, ainda é muito real.

Raphael Alves: Twin Peaks

Sem dúvida Twin Peaks foi o evento televisivo do ano. David Lynch e Mark Frost criaram uma obra tão singular, com elementos nunca explorados na televisão, que até a crítica teve dificuldade para enquadrá-la no gênero “série”. Não preocupada em criar ganchos e quebrando por completo o fluxo narrativo, TP entra para a história (mais uma vez) com uma proposta inovadora que certamente influenciará muitos trabalhos no futuro. Ps: Não esqueçamos da terceira temporada de Leftovers, que também não obedece a fórmula televisiva e trouxe momentos emocionantes e inesquecíveis.

Confira também >>> Leftovers: O livro de Nora e a nossa incapacidade de acreditar

Djalma Wanderley: Crazy Ex-Girlfriend 

Fiquei em dúvida entre CEG, Bojack ou The Good Place – todas elas têm um apelo cômico ao trazer aspectos mais filosóficos à tela da TV, mas meu voto vai especificamente para a ousadia e coragem de Rachel Bloom e companhia, que transformaram uma anti-heroína em alguém detestável ao fim da segunda temporada e ao início da terceira.

Veja Djalma indicando a série Crazy Ex-Girlfriend no nosso canal do Youtube!

Igor Icael: The Sinner

A série transmitida pela Netflix foi uma grande surpresa esse ano; ela instiga a curiosidade e põe em cheque os sentimentos do espectador em relação à personagem principal, fazendo-os questionar sobre as reais motivações de Cora cometer um extremo ato de violência. A série é envolvente e gera inúmeros questionamentos, até mesmo após assistirmos. É uma grande promessa para futuras temporadas. Vale a pena conferir.

Victor Mendes: Game Of Thrones

Entrando na reta final, a temporada foi altamente objetiva, mostrando algumas revelações e fechando algumas pontas soltas.

As Mais Votadas

Danielly Vieira : The Handmaid’s Tale

Pela repercussão, pelo assunto necessário, por todos os comentários extasiados que ouvi, acredito que The handmaid’s tale é a melhor série do ano.

Joelson Brito: The Handmaid’s Tale

É assustador como esse “tale” distópico nos passa a sensação de que o facismo pode estar à espreita e pode bater na nossa porta a qualquer momento. Essa sensação é devido a competente produção da série e ao comprometimento de todo o elenco que compõe essa obra magnífica.

Lourinaldo Junior: The Handmaid’s Tale

Esse não foi o ano das boas temporadas para as séries já conhecidas e diante das novidades esta teve a vantagem de causar diversos incômodos, ao retratar um modelo de governo teocrático, The Handmaid’s Tale provoca o espectador usando temas como machismo, misoginia, aborto e fidelidade. Com uma qualidade raramente vista na tv, sem dúvida essa foi a série do ano.

Everly Nascimento: Stranger Things 

Apesar da abordagem apresentando algumas limitações e soando batida, Stranger Things foi a série que conseguiu não só manter o nível da qualidade, como agradar o enorme grupo de fãs que ela conquistou.

Renato Alves: Stranger Things

ST tem aquele ar de que é feita com muito amor e empenho. Tem referências anos 80, mistério meio canastrão, personagens carismáticos, a história é improvável mas se sustenta… Quando mistura tudo, vira essa delicinha que a gente maratona em um dia e já quer a temporada nova.

Natalia Souza: Stranger Things

Bem feita e empolgante, prende a atenção em todos os episódios. Sem dúvida é um marco.

Aqui fica a nossa torcida para que 2018 nos traga produções de alto nível.

Entre as séries mais aguardadas para o próximo ano estão nomes como:

Game of Thrones
Stranger Things
Demolidor
Westworld
American Gods
Jessica Jones

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