O que achamos de Star Wars: Os Últimos Jedi

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Pontos positivos e negativos do novo Star Wars (spoilers moderados), vocês querem textão, não? mesmo assim vamos lá:

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1 – não sei como eles conseguem, a gente começa o filme sabendo tudo que vai rolar, o clímax né nem de longe uma surpresa e você ainda chora caralho. Manipula mais as minhas emoções fudidas que tá pouco senhora Disney.

2 – Sim, bonito esse elenco bem diverso, bastante representatividade e como isso ainda é necessário. Não tem 1 tomadinha que isso não esteja colocado explicitamente e com naturalidade. Os nerds cagões fingem que não, mas eles não suportam ver as mulheres e os negros no comando, até petição para tirar Os Últimos Jedi do cânone (risos) da saga eles estão fazendo, me poupe.

3 – Algumas cenas são lindas, visualmente ele tem mesmo bons momentos, você fica : “mas que porra de tomada bonita”.

Que trabalhão

4 – General Leia, Carrie Fisher, que mulher, impossível não ficar com o coração bem apertado.

5 – Verdade, o filme, mesmo com inúmeros problemas, ainda consegue levantar umas questões bem legais, como abandono, dependência, ética e fidelidade. Ok, sei que nos filmes anteriores esses elementos também estavam presentes, mas em tempos como esse, onde as pessoas fingem que não são más e perversas, quando são, é fundamental escancarar e dizer : olha a péssima pessoa que você é seu lixinho.

nada top

1 – Sei que falar em fórmula Disney pode parecer coisa de cinéfilo tabacudo cult – mas não adianta fingir, tá tudo lá, as piadas fora de hora (a do cabelo de Leia no final é terrível) e os bonecos fofos que agora, acreditem, são recursos de transição usados pela equipe de edição, você fica constrangido.

bixa, o que é isso? a propósito, quero todos.

2 – O roteiro né gente, bem irregular, mais perdido que a cabeça de Luke. Parece que tinham grandes cenas na cabeça, muito boneco pra vender e esqueceram de criar boas motivações, a primeira metade é massante, sem propósito. Vem clímax 1, eita coração apertado, torcida, vem clímax dois, eita coração acostumado, torcida, e no final tudo para criar aquele plot twist? sério?

3 – A química entre Luke Skywalker e Rey é ZERO, nada funciona. A parada é tão tensa que é na montanha lá que aparecem uns 50 bonecos fazendo fofuras. Vem do chão, do ar e do mar, onde podiam colocar boneco, colocaram, não vai sobrar um para o próximo filme de super-herói.

4 – O roteiro razoavelmente cagadinho também deixa de lado o que pra mim poderia ser a grande mensagem do filme: o bem em confronto com suas próprias contradições. Tiveram chance de ampliar isso, a personagem de Laura Dern até tanta trazer esse elemento de forma poética, mas fica perdida no meio de tanto bombardeio. A venda de armas para vilões e mocinhos, outra chance perdida, podiam ter rasgado uma crítica legal, mas a questão dura o tempo de 1 frase.

Resumo 

A ideia de colocar em cheque o que é ser herói precisa de espaço para ser construída, impossível abordar uma questão complexa como essa apoiado apenas nas cenas de ação e tentando vender 50 bonecos na Ri Happy. Isso não significa – não mesmo – que eles não tentem, existe sim um esforço visível, uma tentativa de organizar tudo, mas dessa vez toda o aparato técnico caríssimo não encontrou uma base de sustentação necessária.

Super entendo a galera fã idolatrando e gritando : que hino! Tem coisa nessa vida que a gente não consegue medir e deixa a emoção tomar conta, se isso é legítimo e válido, claro.

Se eu vibrei, se eu torci, é isso, o importante é que emoções esquecíveis, eu vivi.

Essa foi a minha review, se curtiu compartilha, se não curtiu, não achou densa e profunda, paciência, nos encontramos nos outros 50 filmes da saga.

Raphael é professor, formado em Ciências Econômicas, Letras e atualmente se dedica ao mestrado em Educação. Escreve sobre música, comportamento e cinema. É apaixonado por Twin Peaks, playlists e quase sempre pelos amigos | Para segui-lo no Twitter: @RaphaelAlves

  • Gabriela Sampaio

    Eu ri e não foi pouco hahahaha