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O Que Achamos: Assassinato no Expresso do Oriente

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Essa review não contém spoilers

Assassinato no Expresso do Oriente, é um um dos livros mais famosos de nosso tempo. Escrito por Agatha Christie, a sua adaptação para o cinema ocorre essa semana. O trabalho foi dirigido e estrelado por Kenneth Branagh.

A história é basicamente um suspense simples, durante uma viagem de trem ocorre o assassinato do gângster Ratchett (Johnny Depp) e por conta de um evento climático o trem é forçado a parar. Após a parada, o famoso detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) toma para si a missão de descobrir quem é o assassino. Os suspeitos são interpretados por um elenco estelar que conta com nomes como Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força), Michelle Pfeiffer (mae!), Josh Gad (A Bela e a Fera), Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona), William Dafoe (Death Note) e Judi Dench (Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha).

O filme consegue mostrar visuais deslumbrantes, seja as paisagens de Istambul, as terras congeladas ou mesmo o próprio figurino do trem e dos personagens. Os atores acabam tendo -cada um- uma cena para mostrar a que vieram e Kenneth Branagh toma para si o protagonismo de todo o resto.

Ao passo que o elenco maravilhoso é um chamariz para ver o filme, é também um grande desperdício, visto que não é dado a nenhum tempo suficiente para mostrarem os atores que são. Em dado momento chega a doer ver Penelope Cruz tão ao fundo da tela, tentando passar emoção nos relances que lhe são dados.

Ainda sobre o elenco, não esqueçamos a presença de Johnny Depp… sua atuação não é nada que possa ser considerada boa, apenas pode-se dizer que não é tão caricata quanto as anteriores. É realmente irritante vê-lo atuar com tanto destaque quando sabemos, enquanto audiência, tratar-se de um homem acusado de violência contra mulheres e que está aí sem nenhuma represália, acredito que muitos espectadores também se sentirão inquietos com sua presença, mas, claro, esse caso não é suficiente para estragar o filme por si só.

Problemático em Assassinato no Expresso do Oriente é o fato de o suspense não ser intrigante o suficiente, o detetive não ser carismático o suficiente e a trama não ser desenvolvida com a profundidade que merece. Tudo que está lá soa superficial, principalmente o modo de funcionamento de Poirot, toda sua perspicácia é quase que mágica e tudo isso é entregue de forma linear, sem muito trabalho.

Assassinato no Expresso do Oriente é um filme bonito de se ver, com atuações que poderiam contribuir mais para o resultado final e, mais importante, poderia não subestimar a capacidade de leitura e entendimento do público.

Trailer

Bruno é psicólogo e pesquisador sobre gênero e sexualidade. Escreve sobre cinema e séries, é apaixonado por Nicole Kidman e Lady Gaga. Publica reviews de filme mensalmente | Para segui-lo no Instagram: @BruRobson.

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