CONSCIÊNCIA COLETIVA

10 Filmes Para Você Amar O Cinema Coreano! – Parte 2

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Como já tinha mencionado na primeira lista, a Coréia do Sul é uma fonte inacabada de filmes maravilhosos. Por isso, acredito que apenas uma lista não basta para divulgar suas joias da sétima arte. Indico abaixo mais alguns filmes que considero essenciais para entender a forma particular coreana de fazer cinema. Mas não parem por aqui e continuem explorando todas as possibilidades que esse rico cinema oferece.

Children… (Diretor: Kyoo-man Lee, 2011)

É muito revoltante saber que histórias como a de “Children…” acontecem frequentemente em todo o mundo. Baseado em uma surpreendente história real, “Children…” conta a triste história de cinco crianças que desaparecem misteriosamente quando saem para brincar em uma montanha próxima de suas casas. Na época, esse caso chocou toda a Coréia, fazendo emergir diversas teorias que foram desde abdução à programas secretos do governo, porém, a verdade é muito mais simples e cruel do que se imaginava. O filme possui uma atmosfera bastante pesada, e o comprometimento soberbo do elenco faz de “Children…” uma experiência emotiva única, nos contagiando com todo o drama dos familiares e investigadores na busca pela verdade. É um filme muito tocante, que com certeza irá marcar por vários dias a quem assisti-lo.

Sinopse: Em 26 de março de 1991, cinco crianças foram ao Monte Waryong para pegar rãs e nunca mais voltaram. Toda a nação pediu e rezou para que elas voltassem em segurança. Onze anos depois, em 2002, os ossos das crianças foram descobertos em Daegu, Coreia do Sul. O filme é baseado em um caso de assassinato verídico ainda sem solução, no início dos anos 90 que é conhecido entre os coreanos como “O Desaparecimento das Crianças da Rã”.

Montage (Diretor: Jung Geun-Sub, 2013)

Montage é um tipo de thriller que não vemos comumente. O diretor e roteirista Jung Geun-Sub criou uma história bastante envolvente, colocando três personagens, com personalidades muito diferentes, no centro de um mistério que mexe com seus psicológicos e princípios. O filme retrata a culpa, o remorso, mostrando como a justiça comum pode fomentar nos seres humanos um sentimento de vingança insaciável, e que somente o amor pode dosar esse sentimento.

Sinopse: Um sequestrador desapareceu há 15 anos sem deixar rastros. Pouco depois do estatuto de limitações expirar, outro sequestro muito semelhante acontece. 3 pessoas lutam para resolver o caso antes que seja tarde: o avô, que perdeu sua neta, uma mãe, que tem buscado o sequestrador de sua filha há 15 anos, e um detetive com sentimento de culpa, que busca de qualquer jeito resolver este caso.

Hope (Diretor: Lee Joon-ik, 2013)

Galerinha, pode separar 30 baldes para enchê-los de lágrimas, pois não há na história do cinema um filme tão forte, triste e feliz quanto Hope. Trata-se de um drama PESADÍSSIMO, mas que ao mesmo tempo nos mostra que existe algo de bom na humanidade, mesmo em meio as trevas. Além disso, nenhum filme retrata de forma tão emocionante a relação de um pai com sua filha. Hope é um filme imperdível, mas reflita sobre seu estado de espírito antes de assisti-lo, e esteja bem hidratado.

Sinopse: Uma manhã chuvosa, So-Won caminha para a escola que não está muito longe de sua casa. Seu pai trabalha em uma empresa local e sua mãe tem uma modesta lojinha no bairro, de baixo de sua casa. So-Won caminha com seu amigo, mas este a deixa por outro grupo de amigos. So-Won não chega na escola e a polícia liga para os pais para comunicar que sua filha está no hospital por causa de uma horrível agressão…

O Homem de Lugar Nenhum (Diretor: Jeong-beom Lee, 2010)

Quem é fã do filme “O Profissional” — como eu — vai se apaixonar pela história excepcional de “O Homem de Lugar Nenhum”. É um filme violentamente lindo, daqueles que você revê frequentemente e quer que todos vejam. A história gira em torno de uma amizade improvável entre uma garotinha — So-mi —  e um homem misterioso — Tae-shik —, que vive isolado do mundo. Aos poucos, So-mi vai quebrando as barreiras sociais que Tae-shik construiu ao seu redor, mas quando uma tragédia acontece, a vida desses dois personagens muda para sempre. O diretor Jeong-beom Lee construiu um thriller de ação e suspense de forma primorosa e competente, que prende nossa atenção do início ao fim, no melhor estilo coreano.

Sinopse: A única ligação de um ex-agente especial do CHA, Tae-shik, com o resto do mundo é uma menina, So-mi, que mora nas proximidades. Sua mãe, Hyo-Jeong, contrabandeia drogas de uma organização de tráfico de drogas e confia Tae-shik, com o produto, sem deixá-lo saber. Os traficantes descobrem sobre o contrabando e sequestram Hyo-Jeong e So-mi. A gangue promete libertá-los se Tae-shik, fazer uma entrega para eles, no entanto, o que eles realmente planejam é um grande complô para eliminar um líder rival de drogas. Quando o corpo de Hyo-Jeon, é descoberto, Tae-shik, percebe que a vida de So-mi, também pode estar em perigo. Tae-shik, fica furioso com a perspectiva de que So-mi, pode já estar morta e se prepara para uma batalha, pondo sua própria vida em risco.

 Zona de Risco (Diretor: Park Chan-wook, 2000)

“In Park Chan-wook we trust”!

Zona de Risco é um excelente drama de guerra, com uma trama envolvente e cheia de mistério. O filme narra a investigação de uma equipe sueca para desvendar um assassinato ocorrido numa zona de guerra. Logo de início o mistério já nos é apresentado, narrado por diferentes perspectivas das testemunhas. Ao decorrer da investigação, percebemos que muito do que é contado nas diferentes versões pode ser verdade, e que tudo é uma questão de perspectiva. Em um dos seus primeiros filmes, Park Chan-wook já dá pistas de toda sua genialidade para narrar uma história complexa, e aos poucos vai criando seu estilo próprio de fazer cinema.

Sinopse: Na fronteira que separa a Coréia do Norte da do Sul, dois soldados da Coréia do Norte foram mortos, supostamente por um soldado da Coréia do Sul. As 11 balas encontradas no corpo dos soldados levantam dúvidas. A investigação da equipe sueca da fronteira suspeita que outra parte desconhecida possa estar envolvida – tudo indica um plano para encobrir algo. A verdade é mais simples do que se pode imaginar e muito mais trágica.

Poesia (Diretor: Lee Chang-dong, 2010)

Não é fácil contar uma história trágica de forma poética, e “Poesia” encara bem esse desafio. Tudo no filme é lento, até as atrocidades que a vida impõe em Mija, uma senhora solitária que aos poucos está perdendo sua memória. É nas aulas de poesia que Mi-ja encontra refúgio e forças para lidar com seu neto problemático, de quem cuida. Não sei se a intenção do diretor Lee Chang-dong era fazer do filme todo uma poesia, ou se quis mostrar que arte pode ser uma rota de fuga desse mundo cruel. Independentemente, o filme é lindo e sensível, e conta com uma atuação soberba da senhorinha Jeong-hie Yun.

Sinopse: Mi-ja, de 66 anos, solitária e batalhadora, amante das flores e da poesia, descobre estar sofrendo de Alzheimer. Além disso, ela descobre que o neto, de quem cuida sozinha, participou do estupro coletivo de uma garota que teria, por esta razão, cometido suicídio.

My Way (Diretor: Kang Je-Gyu, 2011)

Olha a polêmica: para mim é o melhor filme de guerra já feito, não tem “Soldado Ryan” que aguente. É uma epopeia magnífica, digna de óscar. Me entristece esse filme não ter circulado pelos cinemas de Recife, pois seria uma experiência única. O filme narra o percurso trilhado por de dois jovens, rivais desde a infância, que foram marcados para sempre devido as atrocidades da guerra. O diretor Kang Je-Gyu realizou uma obra prima brilhante, que eu acredito que ainda será reconhecida, só espero que não seja por meio de um remake meia boca.

Sinopse: Na Seoul colonial de 1938, dois homens distintos possuem um sentimento forte de rivalidade desde quando eram jovens. Joon-sik é um coreano que sonha em seguir os passos do maratonista olímpico Sohn Kee-chung. Tatsuo é um grande maratonista japonês, viveu com Joon-sik, já que a sua família trabalhava para Tatsuo como servos. Eles cresceram como rivais representando seus respectivos países.

O Caçador (Diretor: Hong-jin Na, 2008)

O Caçador é um suspense que incomoda demais. O filme tem um aspecto sujo, cafetão, que exibe a odisseia do anti-herói Joong-ho e sua busca incansável por um mal que ronda sua cidade. Com um clima tenso e um ritmo frenético, o filme nos conduz até a mente doentia de um assassino, que habita em um mundo cruel, e para captura-lo, Joong-ho entrará em um caminho sem volta, banhado em sangue de pessoas inocentes. Em seu primeiro filme, Hong-jin Na nos presenteia com mais um suspense coreano de causar inveja até em David Fincher.

Sinopse: Joong-ho Eom, é um detetive que se tornou cafetão por problemas financeiros, mas está de volta a ação, quando percebe que suas meninas estão desaparecendo uma após a outra. Uma pista o faz perceber que todas elas estavam com o mesmo cliente, identificado pelos últimos dígitos do celular. Então, o ex-detetive embarca numa caçada feroz ao homem, convencido de que ele ainda possa salvar Kim Mi-jin, a última menina desaparecida e assim acabar com este mistério.

Time – O Amor Contra a Passagem do Tempo (Diretor: Ki-duk Kim, 2006)

Até que ponto você iria para manter uma pessoa que ama ao seu lado? Qual o limite? Em “Time – O Amor Contra a Passagem do Tempo”, o mestre Ki-duk Kim cria um conto contemporâneo sobre um amor obsessivo ao extremo, capaz de alterar todos os princípios que guiam e regulam a personalidade do casal Seh-Hee e Ji-Woo. O início do filme é bastante linear, mas ao decorrer da narrativa o diretor utiliza metalinguagens para brincar com nossa percepção, a tal ponto que não podemos mais distinguir a sanidade da loucura.

Sinopse: Seh-Hee (Park Ji-Yeon) e Ji-Woo (Ha Jung-Woo) são namorados de longa data. Eles estão apaixonados, mas Seh-Hee tem uma crise de ciúmes quando seu namorado se sente atraído por outra mulher. Ela está convencida de que Ji-Woo perderá o interesse no relacionamento à medida que o tempo for passando. Para prevenir o rompimento, Seh-Hee decide passar secretamente por uma cirurgia plástica, de modo que ela se torne uma nova mulher para o namorado. Certo dia ela desaparece do mapa, deixando Ji-Woo magoado. Com o tempo, porém, ele vai se esquecendo de Seh-Hee e termina por se apaixonar por uma mulher misteriosa, que guarda um segredo que mudará suas vidas.

Memórias de um Assassino (Diretor: Bong Joon-ho, 2003)

Do aclamado diretor Bong Joon-ho, “Memórias de um Assassino” é um suspense policial de altíssima qualidade, em todos os aspectos. A história se passa em 1986, na província de Gynnggi, acompanhando os investigadores do departamento de polícia em uma emotiva e incansável investigação sobre uma série de assassinatos que ocorrem em dias chuvosos. O legal do filme é que ele conta a história real do primeiro caso de serial killer registrado na Coréia do Sul. É um filme obrigatório para quem é fã de uma boa trama policial, cheia de intrigas, mistérios e assassinatos.

Sinopse: Baseado em uma fantástica história real, “Memórias de um Assassino” se passa na província de Gynnggi, na Coréia do Sul. O corpo de uma jovem brutalmente assassinada é achado pela polícia. Dois meses depois, em outro lugar, a brutalidade se repete. Em um local onde isso nunca deveria ter acontecido, os investigadores se deparam com crimes cometidos por um assassino em série. Começa então uma interessante investigação liderada pelo detetive Park Du-Man.

1 Comment

  1. Particularmente adorei essa lista, só vi 3 dos filmes indicados pelo Joel e tô providenciando o restante (alguns são difíceis de achar), quero parabenizar o visual desse site, é um dos mais bonitos e com melhor conteúdo atualmente.

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