CONSCIÊNCIA COLETIVA

Quem é Manuela D’ávila?

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Nossa política tem novidades quase que diariamente, uma enxurrada de péssimas notícias; seja um delatado, uma nem tão nova denúncia, uma nova mala de dinheiro, um paraíso fiscal, mas, como um sopro de esperança surge uma notícia positiva: a indicação de Manuela D’ávila do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) à corrida presidencial de 2018. Mas quem é Manuela D’ávila?

Muitos amigos e conhecidos se questionaram, em conversas e grupos de rede social, sobre essa mulher que atua na política, a nível estadual e federal, a um tempo significativo, como militante desde muito jovem. Com trinta e seis anos, é jornalista e deputada estadual, já tendo cumprido dois mandatos como deputada federal, sendo líder do PCdoB na câmara dos deputados. Manuela começou sua trajetória política na União da Juventude Socialista (UJS) em 1991 e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), filiou-se ao PCdoB em 2001 e em 2013 foi eleita a presidente estadual do partido.

Essa moça tem um histórico importante para as lutas da juventude, na Câmara Federal, Manuela foi autora da Lei do Estágio e relatora do Vale-Cultura e do Estatuto da Juventude, presidiu a Comissão de Direitos Humanos e foi coordenadora da bancada gaúcha. Foi vereadora em 2004 como a mais jovem representante. Na segunda candidatura para deputada federal, teve a maioria dos votos do Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil. Foi indicada três vezes pelo Diap, Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, como uma das 100 “cabeças” do Congresso e cinco vezes ao prêmio Congresso em Foco, que premia os melhores parlamentares do Brasil. Também atua na defesa da mulher como Procuradora Especial da Mulher na Assembleia Legislativa.

Uma mulher com esse histórico de lutas e atuação expressiva não pode passar despercebida e deve ser um forte nome na corrida presidencial, assim anseiam aqueles que, como eu, sempre mantemos a esperança em um futuro mais justo e igualitário, agregando jovens e mulheres ao universo político.

Nada melhor e mais eficaz do que a força da mulher para ajudar a desconstruir esses tempos sombrios na sociedade brasileira.

A força de Manuela é indispensável para levantar questões urgentes, promover debates importantes sob o olhar sensível e perspicaz feminino, voltar as atenções para assegurar a manutenção de direitos dos Jovens, combater a violência contra a Mulher e a plena garantia dos Direitos Humanos. Voltou a atuar na política depois do nascimento da filha e, com ela nos braços, enfrentou preconceito por ser jovem, mulher e mãe enquanto amamentava em reuniões de partido, congressos e no dia a dia de trabalho. Sabemos bem o quanto somos subestimadas e cobradas em nossas áreas de atuação por sermos mulheres.

O PCdoB é um partido expressivo no cenário da esquerda brasileira e muito importante da luta pela defesa da democracia, esteve o tempo todo ao lado da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula, sempre defendendo os direitos dos trabalhadores em face ao desmonte que acontece atualmente no governo Temer. Manuela, por ser jornalista de formação, usa as redes sociais para divulgar e defender posicionamentos pertinentes, se mostrando acessível e disposta a dialogar, levantando bandeiras importantes como a liberdade da Mulher nas diversas esferas sociais e dando voz a elas. É uma figura que merece nossa atenção em meio a velha política, é o novo que surge na figura de uma mulher.

 

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Natalia é professora de formação. Escreve sobre política e comportamento. É apaixonada por literatura, arte e educação. Publica mensalmente no dia 7 | Para segui-la no Instagran: @nataliasouzarb

2 Comments

  1. Não estava sabendo dessa possível candidatura, que maravilha. A esquerda deveria se unir em torno de Manuela, o Brasil pode sim avançar.

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