CONSCIÊNCIA COLETIVA

Conheça a série “Room 104”, muitas histórias, um só quarto de hotel.

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Review

Ralphie
8/10
Pizza Boy
7/10
The Knockadoo
7/10
I Knew You Weren’t Dead
9/10
The Internet
10/10
Voyeurs
8/10
The Missionaries
10/10
Phoenix
7/10
Boris
8/10
Red Tent
9/10
The Fight
8/10
My Love
8/10
Média
8.3/10

Logo quando saíram as primeiras informações sobre ROOM 104 li que se tratava de uma antologia de comédia, tempos depois que era uma antologia de terror e, por fim, notícias de que era apenas uma antologia. É acertado dizer que se trata de uma antologia, cada episódio funciona sozinho e a única coisa que liga todos é que se passam no mesmo quarto de hotel, o 104. Contudo, a época, o tom, os personagens e o enredo é variado em todos os episódios.

Atribui uma nota para cada episódio e fiz um resumo de cada um deles. As temáticas são bem diversas, a ordem proposta pela HBO pode ser quebrada.

Episódio 01: Ralphie

Uma babá é chamada para cuidar de um menino. O primeiro episódio foi o suficiente para me deixar interessado, visto que joga com a percepção do expectador. Meg irá cuidar de Ralph enquanto seu pai sai para um compromisso. Ralph está trancado no banheiro e ao sair diz que Ralphie ficou trancado lá dentro. Pois bem, o suspense aqui apresentado é de o que realmente está no banheiro e porque Ralph teme tanto Ralphie. Destaque para a atuação de Ethan Kent como Ralph, ele consegue passar medo e tensão dando todo o tom ao episódio.

Episódio 02: Pizza Boy

Um rapaz entrega uma pizza. O episódio gira em torno da entrega de uma pizza e como isso pode tornar-se uma situação de terror. O entregador acaba se envolvendo com o casal hospedado no quarto e a tensão do episódio gira em torno de como marido e mulher jogam com sedução e violência utilizando o entregador. O episódio conta James Van Der Beek no papel do marido, a primeira aparição de um ator mais conhecido na série.

Episódio 3: The Knockadoo

Deborah está à procura de transcender o plano físico para então salvar-se. Para tal ela procura ajuda numa seita e encontra-se com o sacerdote no quarto 104. A inquietude se instaura por não sabermos até onde a mulher irá seguir seu sacerdote na busca da salvação. Orlando Jones interpreta o sacerdote e ao longo do episódio consegue nos deixar pensativos se o sacerdote é de fato alguém que pode ajudar ou apenas um charlatão; e o que ele fará com Deborah?

Episódio 4: I Knew You Weren’t Dead

Um homem conversa com seu melhor amigo. Este episódio tem um caráter mais dramático e íntimo, mostra como o passado e afetos de amor, saudade e culpa podem assombrar por muito tempo as pessoas.

Episódio 5: The Internet

Um jovem escritor conversa com sua mãe ao telefone. Após esquecer seu computador contendo seu trabalho, Anish (Karan Soni) tenta ensinar sua mãe a lhe enviar um e-mail. Se passando no ano de 1997 o episódio pode ser o mais emotivo e dramático por retratar tantos afetos presentes na relação de mãe e filho.

Episódio 6: Voyeurs

A camareira arruma o quarto. Com uma narrativa diferente episódios anteriores, aqui vemos a interação da camareira consigo mesma e com os objetos deixados no quarto por meio da dança. Essa história mostra a potência que esse tipo de configuração da série pode ter, cada episódio podendo não só ser de um gênero diferente, mas também podendo ser pensado em estilos de narrativa diversos.

Episódio 7: The Missionaries

Dois missionários compartilham momentos de dúvidas. Nat Wolff (Death Note) atua aqui como um missionário comprometido com sua fé, mas que sente abalos ao ser questionado pelo amigo. É um episódio que fica brincando o tempo todo com a norma e a subversão, com a moral dogmática e o desejo tempestuoso.

Episódio 8: Phoenix

Uma mulher precisa tomar uma decisão. Joan (Amy Landecker) após sobreviver a um acidente de avião chega ao quarto 104 com missão de decidir entre voltar para sua antiga vida ou recomeçar. Mais um episódio a utilizar um modo de contar a história diferente, metafórico. Até então considero o episódio mais fraco e de menor conexão como telespectador.

Episódio 9: Boris

Um hospede conversa com a camareira. Boris (Konstantin Lavysh) é um tenista croata hospedado no quarto 104 e recebe a visita de Rosa (Veronica Falcón) a camareira mexicana. Aqui trabalhasse com o estrangeirismo que nos habita, seja nacionalidade, seja sonhos, sejam memórias do passado. Esta condição de estrangeiro permite a possibilidade entender o estrangeiro que habita o outro.

Episódio 10: Red Tent

Dois jovens planejam interromper uma convenção política. Tendo como pano de fundo a questão “Se você pudesse matar Hitler, o faria?” esse episódio joga com a eleição américa a qual elegeu Trump. Keir Gilchrist (Atypical) está construindo uma bomba e sua intenção é usá-la na convenção do partido de Trump. Contudo, o eletricista que veio ajustar o ar-condicionado surge para atrapalhar seu plano. Dado o quão atual é o contexto retratado, torna-se bem sagaz o modo como o episódio mantêm-se na tensão ética e moral sobre o explodir ou não a bomba.

Episódio 11: The Fight

Duas lutadoras se preparam para uma grande luta. Rayna ( Keta Meggett) e Greta (Natalie Morgan) estão na véspera de se enfrentar no ringue de vale-tudo. Porém, insatisfeitas com seus salários planejam um modo de ganhar mais dinheiro. Este episódio trabalha com uma narrative temporal cortada, intercalando a luta delas dentro do quarto com os momentos de negociação. Assim como o episódio anterior, há bastante tensão na história, quem irá vencer? Até onde elas irão?

Episódio 12: My Love

Um casal de idosos revive sua noite de núpcias. Lorraine (Ellen Geer) e Charlie (Philip Baker Hall) retornam ao Quarto 104 onde mais de 50 anos antes tiveram sua primeira noite como casal. Temos para encerrar a temporada uma história sobre amor, companheirismo e segredos.

Avaliação final

ROOM 104 dificilmente será a série preferida de alguém. Entretanto, é muito bom ver histórias sendo contadas de novas formas, e o modo como os Irmãos Jay e Mark Duplass produziram a série é, sim, algo a ser louvado. A série tem uma ideia simples e bem executada. Vale a pena ir assistir!

Trailer

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Bruno é psicólogo e pesquisador sobre gênero e sexualidade. Escreve sobre cinema e séries, é apaixonado por Nicole Kidman e Lady Gaga. Publica reviews de filme mensalmente | Para segui-lo no Instagram: @BruRobson.

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