O que Achamos: Tempestade – Planeta em Fúria

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Review

Média
5.0/10

O filme catástrofe do ano abordará o tema da degradação do meio ambiente, a exemplo de O Dia Depois de Amanhã. Só que desta vez as catástrofes naturais recebem uma ajudinha tecnológica do homem para acontecerem de forma mais destruidora.

Num futuro próximo as consequências da ação humana na natureza provocará reações climáticas devastadoras. A solução encontrada foi a criação de um sistema de satélites que forma uma rede em torno do planeta para monitorar as condições de cada país e lançar a solução adequada para cada região do planeta. Este sistema global está obviamente sob controle dos Estados Unidos. Anos depois quando o clima na Terra está estabilizado, e a duas semanas dos norte-americanos entregarem a supervisão do projeto para a comunidade internacional, estranhos acidentes ocasionados por possíveis falhas dos satélites começam a acontecer. O governo convoca o criador do projeto, Jake (Gerard Butler) para resolver o problema. A partir de então uma série de falhas começam a ocorrer e uma trama muito maior vai se revelando.

A história tem todos os elementos necessários para um grande blockbuster que pretende encher os olhos e empolgar a platéia. Um roteiro extremamente simples, um cientista excepcional que curiosamente conhece cada centímetro quadrado da enorme estação espacial que com certeza planejou sozinho, uma criança adulta (saudades Dakota Fanning), problemas familiares que se resolverão ao longo da ação, traição e claro, o presidente norte americano.

Os efeitos visuais são um atrativo indiscutível, e um prato cheio para quem se diverte com imagens de catástrofes bem improváveis, mas muito criativas. Como uma frente fria que vai congelando banhistas numa praia do Rio (não percebi se era Copacabana) ou um tsunami megalomaníaco varrendo Dubai. As imagens do espaço também são muito bem pensadas e a rede de satélites em torno do planeta geram uma belíssima imagem.

É muito complicado criticar qualidade de roteiro e atuações, além do excesso de clichês num filme que sabemos bem que não tem pretensões de ser uma obra prima. Facilmente se reconhece a intenção de divertir o público num filme leve, sem grandes reflexões (nem mesmo a ambiental entra aqui) e que não tem medo de recorrer a soluções fáceis e previsíveis. Com narração em off de uma garotinha para explicar a situação inicial e um menino que perde o seu cachorro em meio a uma tempestade, para encontrá-lo no final, com um abraço emocionado, Tempestade mostra a que veio, e pode cativar alguns e incomodar o público mais exigente.

 

Pôster Internacional

Mesmo para um entretenimento simples não acho perdoável roteiros repetitivos e atuações tão desleixadas como a de Ed Harris. Filmes como este serão lançados todos os anos para oferecer uma tarde divertida para famílias e espectadores que estão afim de assistir boas aventuras com imagens atraentes. Entretanto acho louvável quando a equipe se esforça para oferecer dentro de tanta simplicidade e efeitos tão ricos um entretenimento que não subestime a capacidade dos espectadores. Acho importante também que não reforce estereótipos que alargam o abismo que separa filmes com esta proposta dos mais rebuscados. Nenhuma dessas situações acontece com este longa. Dá sim para se pensar em filmes que tragam diversão com o cuidado e a atenção que a sétima arte desenvolveu ao longo de mais de um século. Pena que os produtores de Tempestade não acordaram pra isso.

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Professor, editor e fundador do Nerd Subversivo. Escreve sobre quadrinhos. É apaixonado por leitura, animações, design gráfico e hqs. Publica mensalmente no dia 15, save the date| Para segui-lo no Twitter: @lourinaldojr

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