CONSCIÊNCIA COLETIVA

Entre alegrias e lágrimas, você precisa assistir Call the Midwife

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Sou fã de série de época, isso é um fato. Me encanto com a ambientação, os costumes, os figurinos, o jeitinho antigo-educadinho que as pessoas se comportam, tudo. E foi na minha saga por encontrar mais séries de época que uns anos atrás cruzei com Call the Midwife (Chame a parteira, em tradução livre) no catálogo da Netflix e desde então ela se tornou uma das minhas séries favoritas!

Call the Midwife é inspirada nas memórias de Jennifer Worth (1935-2011) sobre sua vida de enfermeira e parteira numa comunidade pobre da Inglaterra na década de 50. A série, cuja primeira temporada estreou em 2012 na BBC One, começa, então, com a chegada de Jenny Lee, enfermeira recém-formada, a East End, na periferia da Londres da década de 1950, para trabalhar como parteira junto a um grupo de freiras responsáveis pelos partos na região.

A série é organizada no esquema de “cada capítulo uma história” (com um episódio especial sempre lindo de Natal), mas mantendo uma sequência nos fatos que abrangem os personagens principais e seus dramas pessoais e é justamente esse esquema que possibilita que diversos temas de grande importância sejam abordados. O enredo gira principalmente em torno do sistema gratuito de saúde da região e dos problemas que envolvem a mulher da época – muitos ainda bem atuais. Há episódios sobre vulnerabilidade por motivo de pobreza, por ser imigrante numa Londres racista e xenófoba, com prostitutas, abandonadas e/ou agredidas grávidas e/ou com filhos, mulheres com muitos (MUITOS) filhos, adolescentes grávidas ou gravidez fora do casamento. Sobre a problemática da fórmula e da sua propaganda de menosprezo ao leite materno; sobre problemas causados por novos medicamentos; sobre aborto; sobre a revolução do anticoncepcional e também sobre trombose; sobre depressão pós-parto; sobre a sexualidade feminina. Mas, acima de tudo, a série é uma grande ode à importância de se humanizar o tratamento na saúde e à beleza do parto normal.

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Amo tanto essa série que posso passar vários dias falando sobre ela, sobre os casos mais emocionantes, sobre todas as alegrias e todas as lágrimas que ela já me proporcionou, mas vou resumi-la em uma frase: num mundo de tanto ódio, essa série é, sem dúvida, um café caramelo bem  quentinho e doce no fundo do coração. Uma joia ainda escondida e não tão valorizada quanto merecia, que emociona e envolve a gente com todas as histórias dessas mulheres e com os finais nem sempre tão felizes.

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Dany é formada em Letras. Escreve principalmente sobre séries. É apaixonada por literatura e boa comida. Publica mensalmente dia 13, save the date | Para segui-la no twitter ou no Instagram: @teofaga

1 Comment

  1. Só vi 1 EP dessa série e gostei bastante, vou retomar, a propósito, adoro a forma como você escreve Daniela.

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