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O que achamos: It – A Coisa

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Review

Nota de Bruno
10/10
Média
10.0/10

Não é de hoje a percepção de que ambientar e/ou usar referências dos anos 80 garante certo sucesso as produções atuais. IT: A Coisa, filme que adapta novamente o livro de Stephen King (não se trata de um remake do filme de 1990) é um ótimo exemplo que como isso pode ser feito.

Na trama acompanhamos um grupo de crianças, o Loser’s Club, que precisam lidar com uma entidade, IT, que está assombrando a cidade de Derry e é responsável por uma série de desaparecimentos. A premissa é essa, ela se desenvolve muito bem e é aí onde mora o melhor do filme.

Para podermos nos importar com o grupo de crianças o filme usa parte do seu tempo para nos apresentar cada criança, seus medos, seus amores, o relacionamento do grupo e com seus pais. Tanto que exatamente por essa dinâmica em muitos momentos não parece que estamos diante de um filme de terror, pois há drama, comédia e aventura o suficiente para que o filme em suas 2 horas e 15 minutos passe sem que o espectador perceba.

Um ponto a ser percebido é que mesmo tendo uma entidade como vilão principal, os adultos são, boa parte do tempo, os grandes responsáveis por dramas, medos e sofrimentos infantis. Talvez, seja os roteiristas querendo nos dizer que o mal maior para as crianças, comumente, convive com elas e disfarça vilania com aromas de cuidado.

O hype criado com os trailers é atingido e superado. Penso que o trabalho do diretor Andy Muschietti (responsável pelo curta e longa de MAMA) junto as crianças e no modo de filmar é, em grande parte, responsável por isso. Além disso, um filme de terror é tão bom quanto seu vilão, nesse caso o palhaço Pennywise de Bill Skarsgård cumpre seu papel como umas das representações dA Coisa. Pois, embora dialogue muito bem com outros gêneros, o filme é de terror, assusta de todas as formas possíveis, não se limitando aos sustos de jump scare e indo além na construção de um ambiente tenso, dramático e horripilante.

Este filme só adapta parte do livro, sua continuação já está confirmada e em produção. Com isso não pensem que o filme é apenas metade, não, ele funciona muito bem como filme solo e, acredito eu, agradará os fãs do gênero.

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Bruno é psicólogo e pesquisador sobre gênero e sexualidade. Escreve sobre cinema e séries, é apaixonado por Nicole Kidman e Lady Gaga. Publica reviews de filme mensalmente | Para segui-lo no Instagram: @BruRobson.

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