CONSCIÊNCIA COLETIVA

Playlist nostalgia: forró dos anos 90

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Como nordestino recifense criado por familiares advindos do interior do estado de Pernambuco e estudante de escolas católicas, na minha infância e pré-adolescência fui bombardeado constantemente pelo ritmo do forró. A quantidade de shows de forró que eu vi e vivenciei nas minhas idas ao interior, ou as quadrilhas das quais participei nas escolas onde estudei é realmente grande – e como eu sempre tive bastante apreço por música e dança, esses momentos sempre me apeteceram.

O forró com o qual eu cresci, esse da década de 1990, começava a transição entre músicas que contavam a história da vida do trabalhador nordestino, o sofrimento de perder um grande amor, ou estar apaixonado. As letras eram carregadas de poesia popular, que chegava aos corações daqueles que as ouviam e apreciavam – sendo assim, era muito difícil ouvir algo muito diferente de forró em ambientes de festas juninas. E até mesmo durante todo o ano, quando não se ouvia um É O Tchan ou um Latino, o forró também enchia as rádios e o programas de TV locais.

Eu, apesar de um amante da música e da dança, acabei me afastando do ritmo que fui ensinado a gostar; acredito que quis me afastar da cultura que me foi colocada, uma vez que essa cultura e as pessoas que apresentaram ela pra mim não me aceitavam como eu era. Então, chegando na pré-adolescência, decidi não gostar mais de forró (e acho que isso acontece com todo mundo, de uma forma ou de outra) – desde as letras até a forma de dançar, aquele ritmo não falava mais comigo enquanto amante das artes.

Hoje, 20 anos depois, ao se aproximar o São João, me peguei lembrando de algumas das músicas que literalmente “fizeram” minha cabeça durante aquela época – e decidi ir procura-las no Spotify. Bem, achei grande parte delas, e ao fazer uma playlist, me peguei bastante nostálgico. Então, pra quem quiser voltar no tempo algumas décadas para curtir um som que era ainda razoavelmente inocente, fica a dica de trilha sonora do São João 2017:

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Professor de inglês e problematizador 24h por dia, ainda tem um pezinho na insegurança que insiste em lhe rodear. Já foi fã de Xuxa, de Sandy e Júnior e de Britney Spears – hoje se acha muito cult por ser fã de Rachel Bloom. É o que tem pra hoje, né?

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