CONSCIÊNCIA COLETIVA

Nossa missão é divulgar e enaltecer Nicole Kidman

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Hoje, 20 de junho, a maravilhosa Nicole Kidman faz 50 anos de vida e 34 anos de carreira. Estamos aqui para enaltecer essa diva do cinema, já que 2017 vem sendo e tem tudo para continuar um bom ano em sua carreira.

A atriz nascida no Havaí, cujo nome local é Hokulani que significa Estrela Celestial, mas criada em Sidney na Austrália, começou sua carreira na década de 1980 no teatro e filmes menores, teve o início da sua ascensão em 1989 com o filme Terror a Bordo coprotagonizado por ela, Billy Zane e Sam Niel. Daí em diante Hollywood a viu como promessa e ela passou a estrelar filmes sempre com o papel feminino protagonista.

Na década de 1990 a atriz decolou como uma estrela de cinema sempre trabalhando com pessoas renomadas como em Dias de Trovão e Um Sonho Distante onde conheceu Tom Cruise, seu primeiro marido (casamento um tanto conflituoso, segundo os tabloides), esteve em Um Sonho Sem Limites de Gus Van Sant, Batman Eternamente de Joel Schumacher, O Pacificador com George Cloney e o ótimo Da Magia à Sedução com Sandra Bullock. Em 1999 ela estrela De Olhos Bem Fechados, ao lado de Cruise mais uma vez, sendo este o último filme de Stanley Kubrick e considerado por muitos uma obra prima. Após esse filme ocorre o divórcio e o início, na minha opinião, da melhor fase da atriz.

Em 2001 ela estrela Moulin Rouge, filme de Baz Luhrmann que inaugura a nova fase dos musicais e garante sua primeira indicação ao Oscar, seguidamente vieram Os Outros, As Horas, pelo qual ganhou seu Oscar em 2003, Dogville de Lars Von Trier, todos estes sempre citados como ótimas atuações e filmes acima da média. A partir de Mulheres Perfeitas de 2004 muito críticos apontam uma baixa em sua carreira visto que seus filmes passaram a não ter retorno financeiro. Já que o retorno financeiro não é do meu interesse, o que vejo em A Intérprete, A Feiticeira, A Pele e Invasores, por exemplo, são atuações diversificadas, sempre mulheres diferentes cuja profundidade Nicole consegue sim passar.

Deusa.

Essa época é também marcada pelas acusações midiáticas do abuso de botox que a teriam deixado inexpressiva em A Bússola de Ouro, Austrália e Nine. Bem, sobre o uso de procedimentos ela nunca os negou e inclusive disse algumas vezes se arrepender de alguns. O que é importante salientar é que essa época se tornou mais sobre sua testa e menos sobre seu talento, mais uma vez a indústria do cinema mostrando como é cruel para com as mulheres que envelhecem.

Essa fase parece ter sido superada a partir de 2010 com Reencontrando a Felicidade e sua terceira indicação ao Oscar e com a participação em filmes considerados mais medianos como Obsessão, Segredos de Sangue e As Aventuras de Paddington. Como sempre, a atriz opta por trabalhar em personagens e com equipes diversificas e entrega atuações que vão além das próprias obras.

Ano passado ela esteve em Lion que a garantiu nova indicação ao prêmio da Academia, mas foi este ano, 2017, que Nicole Kidman se tornou um assunto comum na boca de quem gosta de filmes e séries. No começo do ano tivemos Big Little Lies, série que ela coprotagoniza com Reese Witherspoon e Shailene Woodley, mas que ela se sobressai das colegas de forma muito evidente, torço para que seja reconhecida com indicações a prêmios por sua personagem que aborda um tema tão necessário como a violência doméstica. Ainda a veremos na segunda temporada de Top Of The Lake que deve estrear em setembro e teve seu primeiro episódio exibido em Cannes.

O Estranho Que Nós Amamos

Cannes que foi dominado pela presença de Nicole, pois, além de Top of the Lake a atriz esteve em três filmes da mostra oficial: How To Talk To Girls At Parties, adaptação de um texto de Niel Gaiman coprotagonizado por Elle Fanning; The Killing Of A Sacred Deer do diretor Yorgos Lanthimos, responsável por “O Lagosta” onde atua ao lado de Collin Farrell; e o bastante elogiado O Estranho Que Nós Amamos de Sofia Copolla, ao lado de Collin Farrell, Elle Fanning (mais uma vez) e Kirsten Dunst.

O que faltava a atriz, nesse momento hollywoodiano, era estar numa produção de heróis, pois bem, a veremos em 2018 como a Rainha Atlanna, mãe do Aquaman no filme dirigido por James Wan.

Esta bela atriz nos entrega há mais de trinta anos diversidade de atuação, boas histórias e personagens inesquecíveis. Espero vê-la por muito tempo no cinema e cada vez mais em séries. Parabéns pelos 50 anos Nicole Kidman e obrigado por todas as emoções que já vivi com você.

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Bruno é psicólogo e pesquisador sobre gênero e sexualidade. Escreve sobre cinema e séries, é apaixonado por Nicole Kidman e Lady Gaga. Publica reviews de filme mensalmente | Para segui-lo no Instagram: @BruRobson.

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