CONSCIÊNCIA COLETIVA

10 discos internacionais do primeiro semestre que você precisa ouvir

em Dicas/Música por

Review

Aimee Mann - Mental illness
10/10
2 Depeche mode - Spirit
10/10
Goldfrapp - Silver eye
10/10
The XX- I see you
6/10
Paramore - After laughter
8/10
SZA – Ctrl
8/10
Katy Perry – Witness
6/10
Kendrick Lamar - DAMN.
8/10
Feist - Pleasure
6/10
RuPaul - American
6/10
Média
7.8/10

Ufa, chegamos finalmente na metade do ano, em meio a trancos e barrancos, na nossa querida realidade brasileira (#ForaTemer). Deixamos um semestre ir e chega aquele momento de listar aqueles álbuns que esperamos com gosto e que já foram lançados esse ano.

Hoje eu estreio fazendo parte da equipe do Anallógicxs e a minha primeira tarefa foi selecionar dez álbuns de artistas internacionais que nos presentearam esse primeiro semestre de 2017. Espero mesmo que apreciem, dei uma nota para cada disco e a média geral mostra que pelo menos na música as coisas não andam tão ruins.

Vamos lá!

1 Aimee Mann – Mental illness

Para quem é fã dessa moça desde suas canções conhecidas como Wise up e Save me (compostas na trilha sonora do filme Magnolia), esse novo álbum é um resgate ao estilo melancólico de trabalhos anteriores, a exemplo de Lost in space. Particularmente, é um dos meus favoritos desse semestre e ela veio para trazer aquela dorzinha gostosa das músicas de fossa, aquela cantiga para ouvir num dia nublado, debaixo do cobertor, aquela música perfeita para você ouvir no ônibus e se imaginar em um clipe. Dou destaque a três faixas: Goose snow cone, You never loved me e Simply fix.

2 Depeche mode – Spirit

Que sabemos que DM é referência no cenário da música pop mundial, é um fato. Dito isso, não poderíamos deixar de falar do lançamento do seu 14º album esse ano. Spirit conserva todos os elementos marcantes da banda, como a diversidade sonora, diálogos entre o pop, o eletrônico e o rock e, acima de tudo, a voz inconfundível de Dave Gahan, mostrando que está com o fôlego de sempre e não deixa os seus fãs na mão. Vale enfatizar que tal album contem músicas fortes, com mensagens referentes ao cenário mundial atual e um grito para a revolução, a exemplo de Where’s the revolution. Além dessa, outras duas faixas são evidentes, tais como Going backawards e Poison heart. Para quem é fã dessa banda synth- pop, corram para ouvir.

3 Goldfrapp – Silver eye

Silver eye é um trabalho o qual mostra que a dupla formada por Alison Goldfrapp e Will Gregory não medem esforços no que se refere a reinventar. Os ruídos e sintetizadores dialogam com a voz de Alison, construindo uma sonorização que vai do experimental ao pop já característico do grupo. Se em 2014 tivemos o melodioso album Tales of us, agora ganhamos de presente uma agressividade dançante, ousada e repleta de significado estético no que diz respeito à união de ritmos e sons. As três faixas em evidência Systemagic, Tigerman e Everything is never enough são três convites tentadores para sair de si e encarar a noite.

4 The XX- I see you

Esse album foi um presente de feliz 2017, por ter sido lançado em janeiro. Foi uma espera que alcançou as expectativas de quem estava esperando o trabalho do grupo, cujo último disco foi o Coexist (2012). O interessante é o fato do trio britânico romper com aquilo que já vem produzindo ao longo da sua formação e cair em novos estilos, com mais uso de outros instrumentos a exemplo das guitarras e metais. Isso permite uma evolução de The XX, sem cair no medo de causar estranheza a quem os acompanha. Pelo contrário, o resultado foi maravilhoso, sobretudo com as músicas Say something loving, A violent noise e Brave to you.

5 Paramore – After laughter

Finalmente, após 4 anos de demora para lançar um novo trabalho devido a tretas entre os integrantes da banda, Paramore (com uma nova composição) lança um After laughter. Podemos dizer que o disco é bem “colorido”: com uma pegada pop e eletrônica, esse album é bem dançante, com a intenção de divertir, sair das crises e focar na leveza (embora algumas composições chamam pra fossa). Vamos dar destaque para as músicas Rose-colored boy, Forgiveness e Caught in the middle, de sonoridade bem gostosa e com composições que retratam sensações de estarem no fundo do poço, incapacidade de perdoar e auto sabotagem. Sim, é o estilo dance pra não chorar.

6 SZA – Ctrl

SZA nos dá no finalzinho do primeiro semestre o album Ctrl, com uma boa pegada da música soul, com elementos dançantes e, ao mesmo tempo, uma sensação de calmaria em seus arranjos. SZA estava prometendo há um bom tempo um trabalho com essa delicadeza nos mínimos detalhes, como a música minimalista Anything que não consegue deixar parado e sem aquela sensação de bem-estar. Temos Doves in the Wind, com a participação de Kendrick Lamar, que é outra obra-prima deste disco. Por fim, vamos destacar, ainda, Normal girl: sem comentários… apenas ouçam.

7 Katy Perry – Witness

Acabou a sua espera: Katy Perry voltou com Witness e tal álbum meio que dividiu os fãs entre os que esperavam mais da cantora e aqueles que, finalmente, perceberam que a Katy Perry decidiu amadurecer com o tempo e deixar de lado o modelo teen de suas músicas para mergulhar em um formato mais forte, tanto em composições quanto em arranjos e interpretações. Particularmente, achei Witness uma música maravilhosa, Swish swish é uma delícia de farofa (grato, Nicky Minaj) e Bigger than me agrada.

8 Kendrick Lamar – DAMN.

Esse homem está em tudo quanto é feat e adoro. Lançou esse album esse ano e que album! Ele veio com tudo, em um trabalho lapidado em seu estilo e ritmo. Não esperava que ele fosse fazer em tão pouco intervalo de tempo um disco que superasse Untitled unmastered (2016) e cá está ele com 14 faixas poderosas, dentre elas BLOOD., o qual conta a história de uma mulher cega pedindo socorro e, ao tentar ajudá-la, leva um tiro e morre em seguida, PRIDE. e FEAR. DAMN é, sem dúvidas, um dos trabalhos mais minimalistas do cantor.

9 Feist – Pleasure

Seis anos depois essa mulher volta. Para quem estava com saudade de Feist, que nos abandonou depois do album Metals (2011), ela retorna com um disco que traz de volta aquela suavidade em sua voz, mas com ritmos e velocidades que vai do simples ao ousado, ao agudo. O mais interessante é a Feist sair do seu lugar confortável, presente em seus doces álbuns anteriores, e encarar um som dionisíaco, em alguns momentos “sujos”, mas sem perder o seu intrínseco encanto. Destaco aqui a faixa I wish i didn’t miss you, o qual é um passeio de ritmos com os acordes do violão em evidência. Outras duas canções que chamam a atenção são Lost dreams e A man is not his song.

10 RuPaul – American

Nenhuma novidade a Mama Ru lançar um album por ano e este 2017 não foi diferente. American é um album legal com algumas músicas bem interessantes, a exemplo de Kitty girl, Broke me down e Hey doll. O mais interessante é o fato desse trabalho da RuPaul ser resultado da conjuntura política norteamericana do período Trump, vendo neste momento o espaço para transmitir mensagens de esperança e resistência nesse momento conturbado. Talvez, American seja o trabalho musical mais relevante da RuPaul por questões políticas e fortalecimento de consciência da comunidade LGBT.

 

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Alexandre é pedagogo, mestre em Educação e professor. Escreve sobre cinema, séries, animes, viagens e música. É apaixonado por cinema, música, cerveja e viagens. Publica mensalmente no dia 26, save the date | Para segui-lo no Twitter: @alexandrrealves

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