CONSCIÊNCIA COLETIVA

As 5 performances femininas da música pop que amamos!

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Sentamos para conversar sobre as apresentações femininas da música e organizamos essa listinha com aquelas que fazem a nossa cabeça.

Segue o tiroteio.

5- Amaro Souza / Annie Lennox “I put a spell on you”, 2014, ao vivo no programa britânico Strictly Come Dancing.

A cantora veterana esbanja vitalidade e até dança livremente interpretando a canção clássica original do Jay Hawkins, também famosa na voz de Nina Simone. Nesta performance a cantora dá o seu recado aos mais jovens: intensidade, sabedoria e clareza com o que se propõe a fazer, sem concessões ou pieguices.

4- Djalma Wanderley / Britney Spears  “(I Can’t Get No) Satisfaction / Oops!…I Did It Again”, 2000, no Video Music Awards.

Melhor performance feminina de todos os tempos? Não, nem de longe. Mas uma das performances mais impactantes dos últimos 20 anos? Com certeza. Britney (e toda sua equipe) tinha que mostrar duas coisas: que ela tinha cacife pra continuar no cenário pop e que ela estava pronta para se reinventar. Obviamente, tomando referências de ícones pop com Michael Jackson e Madonna, mas reinventando sua própria imagem, aquela razoavelmente inocente que pouquíssima gente se lembra, mas que estava presente também nas suas performances de palco até aquele momento. Ali, quando a calça do terno começa a cair, caso não tivesse ficado claro anteriormente, Britney era um ícone sexual – e toda a sua história sobre ainda ser virgem serviu como um cenário perfeito pra fazer com que seus próximos trabalhos fossem carregados de innuendos sexuais; e assim aconteceu. Mas o que mais me impressiona na performance não é o seu teor sexual, seus vocais ao vivo (!!!!!!), ou todo o staging que a equipe fez (coreografia, luzes, posição da cantora e dançarinos, etc) – o que me dá gosto é ver uma menina de 18 anos que, naquele momento, parte pro tudo ou nada e se mete de cabeça no sonho americano de superstar. Em momento algum daquela performance se vê uma faísca de dúvida; ela tá ali plena, consciente dos seus atos e movimentos, como alguém que realmente sabia o que fazia e queria fazer aquilo, realmente. É uma pena que, depois daquilo, foram raros os momentos onde se pode ver aquele fogo no olhar – tanto é que ela nunca mais conseguiu marcar tanto (ao menos positivamente).

3 – Bruno Carvalho  – Madonna, Britney Spears, Cristina Aguilera e Missy Eliot ” Like a Virgin – Hollywood – Work it”, 2003, também no Video Music Awards.

Quando se fala em “melhor performance feminina” é automático, Madonna Britney e Cristina vêm à mente. A apresentação que se inicia com uma homenagem a própria Madonna em sua primeira apresentação no VMA em 1990 e segue com a própria emergindo de um bolo de casamento para desposar duas das maiores cantoras pop do mundo já seria suficiente para ganhar como melhor performance. Mas Madonna não sai de casa se não for para causar… e ainda emplaca beijos nas bocas de suas pretendentes e leva o público a baixo. Quando Missy Eliot entra para finalizar a apresentação, duvido muito que alguém ainda esteja prestando atenção.

Estamos falando de 2003, do taboo da sexualidade feminina, de cantoras no auge de seu sucesso, de uma época pré-YouTube, de início da internet… e ainda assim, uma performance lembrada por toda uma geração. Lembro de acordar e ir para escola e o beijo estar em todos os jornais e ser assunto por muito tempo (até hoje!).

P.S.: Serei eternamente grato ao câmera que flagrou Justin Timberlake com aquela cara de constrangimento!

 

2 – Everly Nascimento / Nina Simone “Feelings”, 1976, no Montreux Jazz Festival.

Nina Simone é um grande ícone da música e escolher apenas uma apresentação soa até injusto. Ela refletiu o seu tempo e misturou toda sua raiva, desespero e também o seu amor em canções que são consideradas verdadeiros hinos. A performance de “Feelings” no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, comprova a sua capacidade de se entregar de corpo e, principalmente, de alma ao piano e ao público.

2 – Raphael Alves / Grace Jones “Slave to the Rhythm”, 2010, Night of the Proms.

Muitas artistas são competentes quando o assunto é performar, particularmente gosto daquelas que conseguem nos levar para outro lugar, combinando bem (mesmo que em diferentes proporções) alguns elementos cênicos, o potencial vocal e uma boa música. De Nina Simone, passando por Elis Regina, Janis, Bethânia, Etta James, Madonna e Alanis, todas me fazem muito feliz no palco. Escolhi essa apresentação porque a Grace tem uma presença estonteante no palco, é também uma visionária quando o assunto é criar grandes narrativas visuais e ainda tem um repertório de cair o queixo. Essa apresentação de Slave to the Rhythm é grande, não no sentido de excesso, mas no sentido de força mesmo. Grace rebola por 4 minutos sem parar, literalmente presa ao ritmo do bambolê, sem deixar uma nota fora do lugar. Vivemos em uma época  estranha, cultuamos artistas que seguem fórmulas, sem o minimo comprometimento com o palco, com o que só ele é capaz de criar. Grace tinha 61 anos nesse dia, na mais alta forma criativa e física, um espetáculo vivo que merece ser aplaudido de pé. 

1 – Rodolfo Martins / Madonna “Girl gone wild” , 2012, na MDNA Tour.

São muitas as apresentações que poderiam ser escolhidas, difícil até encontrar a melhor. Mas escolhi Girl gone wild, na abertura da MDNA Tour. A música é um pop-dance, onde no show recebe uma batida electro. Essa foi apenas mais uma das várias polêmicas em shows da Madonna, onde antes e durante a música são apresentados diversos elementos religiosos, além dos dançarinos com roupas características da igreja católica e salto alto, fazendo com que a performance fosse alvo de várias críticas. Mas pra quem gosta de tiro, pisão e close, essa é a performance.

 

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