CONSCIÊNCIA COLETIVA

O legado de Nina Hagen: registros importantes da “mãe do Punk”

em Homenagem/Música por

Nina Hagen nasceu em Berlim no ano de 1955, estudou canto lírico (por sinal foi uma das primeiras a trazer elementos da música lírica ao Rock’N’Roll). Era influenciada por Janis Joplin, quando teve sua própria banda (Nina Hagen Band) e começou a fazer pequenos shows na Europa Ocidental. Foi apadrinhada por Frank Zappa e já nos EUA, conheceu Giorgio Moroder, que produziu três dos seus discos. Com letras que falavam sobre espiritualidade, ela chegou a se envolver bastante com o Hinduísmo. No início da década de 90, após alguns fracassos, ela retornou à Europa e deu continuidade a sua carreira.

Nina divide até hoje o posto de mãe do punk, ao lado de Patti Smith. Participou da primeira edição do Rock in Rio, em 1985, e fez amizades inusitadas por aqui, de Supla (participou do clipe  “Garota de Berlim”, da banda Tokyo) à Elba Ramalho. Ela também tem uma breve carreira no cinema, recentemente encarnou até  A Rainha Má em na comédia alemã 7 Zwerge – Der Wald ist nicht genug. Seu visual inspirou inúmeras artistas da década de 80 e até hoje é cultuado por muitos estilistas. Acredito que Nina tenha sido, assim como a Grace Jones, uma das artistas mais copiadas da música. Cantoras e atrizes até hoje revisitam o seu trabalho, vale qualquer coisa para flertar com aquela identidade autentica e rara. Falando nisso, as suas capas de disco estão entre as mais criativas da música.

Esse mês Nina completa 62 anos (dia 11 de março),  hoje é uma mulher evangélica e que, apesar disso, continua bastante atuante no que diz repeito a defesa dos direitos civis (ela é anti-fascista total). Lançou um disco chamado “Personal Jesus” em 2010, onde fala sobre sua relação com o protestantismo.

Acredito que Nina tenha sido, assim como a Grace Jones, uma das artistas mais copiadas da música.

Curiosidade: Nina é a dubladora oficial em alemão da personagem Marge Simpson, em Os Simpsons.

Escolhi algumas imagens marcantes, que provam a importância de Nina para a cultura punk/pop/glam rock e listei as minhas capas preferidas. Amém Nina e vida longa.

Nina e a moda

O visual futurista que seria bastante replicado.

A maquiagem e o cabelo que marcaram uma geração

Muito camaleoa 

As roupas inusitadas que também alguns anos depois iriam fazer parte da música pop. 

 

Provocações com temática religiosa

Sacudindo o Rock in Rio

Clipe – Garota de Berlim

Rabo de cavalo que também seria tendência no futuro.

Vídeo clipe icônico

Adesão ao protestantismo (presente)

O espírito rock star

No Brasil

Com Supla
Com Baby e Pepeu

Esse cover de Fever em 2004

As melhores capas de disco

Nina Hagen Band, 1978
NunSexMonkRock, 1982
In Ekstase, 1985
Street, 1991
Revolution Ballroom, 1993
Personal Jesus, 2010
Facebook Comments

Raphael é professor, formado em Ciências Econômicas, Letras e atualmente se dedica ao mestrado em Educação. Escreve sobre música, comportamento e cinema. É apaixonado por Twin Peaks, playlists e quase sempre pelos amigos. Publica mensalmente dia 9, save the date | Para segui-lo no Twitter: @RaphaelAlves

3 Comments

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Último post de Homenagem

Ir para o Topo
Pular para a barra de ferramentas