CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: Beleza Oculta (e a importância de falar sobre a morte)

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Priscila
8/10
Média
8.0/10

Beleza oculta conta a tragetória de Howard (Will Smith) em sua busca pela “normalidade funcional” após uma grande tragédia. Howard escreve cartas para o universo, mas precisamente para a Morte, o Tempo e o Amor. Seus amigos e sócios, em uma grande agencia de publicidade, resolvem intervir e ajudá-lo nessa recuperação.

O filme conta com um elenco de peso: Will Smith, Kate Winslet, Helen Mirren e Edward Norton. Mas o filme teve uma estreia modesta, nos Estados Unidos, arrecadou apenas 7 milhões de dólares, em sua semana de estreia. Números baixos para um filme que além, do elenco Blockbuster, ainda leva o nome do diretor David Frankel que nos entregou O Diabo Veste Prada (2006) e Marley e Eu (2008).

O filme, com todas as suas alegorias Dickensianas, talvez tivesse funcionado melhor se tivesse estreado no período do natal. Apesar de não ser um filme natalino, propriamente, a aura em torno do período talvez pudesse ajudar a digerir melhor certas situações. “Beleza Oculta”  traz características desses filmes mais comuns à época do natal com temas como amor, família… mas explora camadas mais profundas, como lidamos com a morte, com o passar do tempo e a falta de amor. Allan Loeb,  que já tem uma vasta experiência escrevendo comédias, usou um bom tom de humor, principalmente na primeira parte do filme, para que ele não caísse em um melodrama existencial de pouca profundidade, mas o filme cai em algumas armadilhas.

A tentativa de fazer um filme multigêneros (Comédia, Drama, Suspense…) pode ter parecido interessante, mas isso não faz com que seja menos problemático. Ao lidarmos com a perda, de maneira tão devastadora como no caso de Howard, não há espaço para o tipo de humor que o filme faz em alguns momentos. Esse humor faz do filme menos crível e a nossa empatia pelos personagens é quebrada quando eles se tornam apenas fio condutor para suavizar o momento de dor.

Apesar de apresentar problemas, o filme funciona e vale a ida ao cinema. A mensagem sobre a importância da vida e das coisas que nos motivam todos os dias consegue ser transmitida e o filme alcança seu objetivo de tocar o público que o assiste. Estreia dia 26 de janeiro, por aqui.

Último post de Cinema

Ir para o Topo
Pular para a barra de ferramentas