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O que achamos: O que achamos de La La Land (Cantando Estações)

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Gabriel
10/10
Média
10.0/10

Finalmente La La Land chegou aos cinemas brasileiros. Um sentimento de euforia toma conta dos cinéfilos que ansiosamente esperavam pela obra. Além de “papar” todos os títulos, o filme é citado como uma das mais sinceras e belas homenagens a Hollywood recentemente produzidas. “Belo” é com certeza uma palavra que caracteriza a produção.

Dentro da produção de todos os filmes existem diversos setores, alguns mais valorizados e reconhecidos (fotografia, elenco, roteiro) outros subjugados e até desconhecidos por alguns, é o caso do design de produção. Porém, La La Land faz desse item algo extremamente necessário. A beleza do filme está numa estética refinada, com cores de figurino muito bem escolhidas, e que retratam a transição de explosões amarelo-vermelhas no início a cores mais frias como o azul e o preto no final.

Emma e Ryan em ação

Com uma coreografia incrível, as cores parecem dançar na tela em uma sincronia estonteante e envolvente. As cenas de pôr/nascer do sol são a cereja no bolo, que brindam com sua belíssima iluminação o espetáculo visual proporcionado por David Wasco, conhecido por seus trabalhos com Tarantino.

Para além do design de produção, há também um cuidado técnico, com cenas muito bem trabalhadas, planos sequências, coreografias e músicas muito bem escritas. Desde o início, da cena com os carros na ponte percebe-se o espetáculo que está por vir. A câmera sem cortes prolonga cada momento, e o olho se perde entre os movimentos acentuados pelas cores, algo tão bem realizado que faz minutos parecerem segundos, e as duas horas passarem sem peso algum.

Emma nos bastidores das gravações

O roteiro por sua vez veste uma capa, que se perde ao desenrolar dos acontecimentos. A princípio utiliza alguns clichês da moça que sonha em ser atriz, do cara que se recusa a encarar de fato a vida adulta, e do improvável mas previsível romance entre os dois. Porém, o acerto está em explorar os pontos que extrapolam os “padrões”. Sebastian (Ryan Gosling), apesar de crescer como personagem, ainda mantém a mania de “buzinar” de forma incontrolável. Mia (Emma Stone), apesar de ser uma atriz de sucesso, continua preferindo um jantar casual a grandes festas. E é nessa fuga do clássico que o roteiro vai transformando o filme, que deixa de ser uma história de amor de um casal, e passa a ser uma história de amor de cada um por seu sonho respectivo.



La La Land, por mais que seja retratado midiaticamente como um filme-homenagem aos clássicos musicais, extrapola esse conceito e mostra um musical preciso, tocante e profundo, que conversa com cada um de seus espectadores. Além de ser um filme sobre cinema, é um filme sobre a vida, e sobre os sonhos.

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