CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: Assasin’s Creed

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Cezar
6/10
Média
6.0/10

Depois de várias tentativas de adaptar jogos de vídeo-game clássicos para as telas do cinema, que resultaram em filmes ruins, temos um novo cenário com Assassin’s Creed, baseado no jogo homônimo da Ubisoft, feita em parceria com a Fox.

O longa narra a jornada de Callum Lynch (Michael Fassbender), descendente de Aguilar de Nerha, um dos membros do Credo dos Assassinos que viveu no século XV e que, por via das suas memórias genéticas, revive sua luta contra os Templários na disputa pela Maçã do Éden (artefato que segundo os Assassinos garante o livre-arbítrio da humanidade e segundo os Templários pode erradicar a violência do mundo).


Veja também a crítica de: Manchester à Beira-Mar


Tudo tem início quando Callum Lynch é condenado à morte por um crime que cometeu, e é tomado pela Abstergo – organização templária que trabalha nos bastidores da história para conseguir a Maçã anteriormente citada. A organização dispõe de uma máquina – a Animus – que permite que pessoas tenham contato com seus ancestrais através de suas memórias genéticas. Neste caso eles procuram pessoas que estavam no confronto no qual os templários estiveram mais próximos de conseguir seu objetivo. O momento histórico desse confronto é a Inquisição Espanhola, que no desenrolar do filme fica trocando de lugar com o ano de 2016, em transições bem interessantes.

Ao tomar contato com seu antepassado, Callum Lynch começa a perceber seu papel dentro dessa nova realidade e também passa a entender as razões do conflito entre os Assassinos e o Templários, bem como a devoção que cada grupo desses tem à sua causa. Deste modo ele passa a perceber que deverá escolher um lado nesse conflito.

Ver o conflito entre os Assassinos e os Templários é o ponto alto do filme, com cenas de ação bem feitas sobre as ruas das cidades espanholas do Século XV, mas um ponto me chamou a atenção de forma negativa. Se fala muito no salto de Fé existente na franquia dos jogos, e esse momento no filme poderia ser mais apoteótico. Não que isso atrapalhe o desenrolar da ação, mas acredito que seria um fan service mais apreciado.

Michael Fassbender e Jeremy Irons

As transições entre passado e futuro são bem interessantes, uma vez que no uso da Animus, um espectador pode ver as memórias do indivíduo que está utilizando a máquina, que tem um design todo próprio que permite não só ver as memórias como também repetir os movimentos, tornando toda a experiência muito intensa para que está na máquina e também para o espectador.

Michael Fassbender como Callum Lynch, traz um personagem com traumas resultantes dos problemas que enfrenta em sua vida, e sempre utiliza de violência para resolver os seus conflitos, e com isso sobreviver. Esse traumas estão enraizados nas suas ações. E como Aguilar de Nerha, ele faz um homem devotado à sua causa. Ficou bem interessante como ele trabalhou esses dois personagens. Marion Cotillard, como a cientista Sophia Rikkin, apresenta uma personagem que acredita num ideal, mas que é utilizada para a realização de outras ações que não necessariamente as que ela acredita. O Vilão do filme fica a cargo de Jeremy Irons, como Alan Rikkin, pai de Sophia Rikkin, que inicialmente trabalha nas sombras, até que no momento conveniente vir à luz para pessoalmente tomar as rédeas da situação. O embate entre esses três personagens é bem interessante.

O diretor, Justin Kurzel (do recente Macbeth: Ambição e Guerra, também com Fassbender), consegue apresentar uma trama que instiga a curiosidade do público e cria ganchos para uma franquia, de um bom filme baseado num jogo de vídeo-game. Este gênero que não apresentou ainda um grande filme, tem em Assassin’s Creed o começo de um trabalho que pode render bons frutos.

Para terminar, vamos deixa claro que, aqueles que procurarem uma adaptação fiel do jogo para as telas do cinema, é melhor você não gastar o seu dinheiro. Mas se você procura uma diversão legal e decente, com os elementos principais que estão na franquia dos jogos, a satisfação estará garantida, o que já é muito para filmes como esse.

Bom divertimento e até a próxima

Cézar é economista de formação e fã de quadrinhos por opção. Escreve e participa de vídeos e podcasts sobre cinema e Hqs. É fã ardoroso de Batman, Neil Gaiman, Edgar Alan Poe, Morrissey e Nina Simone. Publica reviews de filme mensalmente | Para segui-lo no Face: /cezar.vasconcelos.1

  • Tiago

    2017 já começa bem sim ou com certeza?

  • Rômulo

    Sinto cheiro de bosta.

  • Vanderlei

    Acho q não vinga.

Último post de Cinema

Ir para o Topo
Pular para a barra de ferramentas