CONSCIÊNCIA COLETIVA

Monthly archive

Janeiro 2017

Cinco motivos pelos quais não troco meus quase 30 pelos 20 de ninguém

em Comportamento/Opinião por

Precedido pelo inferno astral, nosso aniversário é sempre um momento de recomeços, novas boas energias, bons presságios. Um ano novo inteirinho pra gente fazer diferente, mudar comportamentos, corrigir estratégias mal adotadas e, como eu costumo dizer, colher aquilo que plantamos ao longo do ano anterior. Não é verdade? Particularmente eu nunca fiquei feliz com meu aniversário. Percebia cada ano somado ao novo aniversário como um ano a menos, uma conquista a menos, uma frustração a mais. Celebrar o quê? Mais um ano que passou e eu não consegui o emprego dos sonhos? Aquela decepção amorosa que amarguei por meses e…

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Na comédia romântica que é a minha vida, quem sou eu? O vilão ou o mocinho?

em Comportamento/Opinião por

O amor nos une. O amor nos faz ultrapassar barreiras. O amor cura tudo. O amor a tudo salva. Todos estes clichês já foram colocados na nossa cara inúmeras vezes: por amigxs, parentes, filmes, músicas, livros, etc. Por sermos pessoas que (também) se constroem a partir do discurso dxs outrxs, acabamos acreditando piamente nessas frases. E iniciamos uma narrativa de vida na qual o objetivo principal é o sucesso na vida amorosa. E esse sucesso, queridxs, é muito difícil – principalmente quando essa narrativa é fundamentada nestes clichês descritos logo acima. São muitas expectativas, muitas pressões – e também muito…

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A luta contra o superficial em Matrioska

em HQ/Nerd por

Nos últimos anos a abordagem de temáticas diversificadas tem mostrado a versatilidade e o poder das histórias em quadrinho como meio narrativo. Indo além de super-heróis fantasiados (que nós amamos sim!), muitos autores nacionais tem publicado histórias que retratam bem os dilemas da condição humana representadas por suas relações. Gabriel Jardim, Paraibano de João Pessoa, é um desses artistas que nos traz agora seu terceiro trabalho intitulado Matrioska (um típico brinquedo russo, que consiste em várias bonecas de diferentes tamanhos, inseridas uma dentro da outra). Gabriel já publicou também as hqs Café (2014) e De Dentro Da Couraça (2015). Leia também: Buena Lucha…

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LGBTTIs não nascem adultos, mas “morrem” crianças

em Comportamento/LGBTQI/Opinião por

O que mais precisa ser noticiado sobre as pessoas LGBTTIs para que a sociedade brasileira assuma um debate não hipócrita acerca das violências que cometemos com elas desde crianças? O que é mais revoltante é que as primeiras castrações sofremos dentro de casa. É no seio da nossa família “comercial de margarina” onde começamos a entender que somos as “aberrações” e que seria melhor para todo mundo não termos nascido. Em muitos casos, soma-se a isto, o fato de sermos obrigados(as) a entender que ser como somos não agrada a Deus. Tem crime maior que dizer a uma criança que…

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O que achamos: Resident Evil 6: O Capítulo Final

em Cinema/O que achamos por

Primeiramente, começo este texto baseado na premissa de que Resident Evil, franquia cinematográfica – baseada no jogo de videogame homônimo e mais conhecido como Bio Hazard no Japão, tem entre seus méritos ser uma das séries de filmes pioneiras ou pelo menos mais ventiladas, no que se refere ao gênero híbrido: película de terror, ficção científica e ação adaptada; apesar da falta de fidelidade ao material de que se origina (defendida em especial pelos fãs do game). Outro ponto importante da franquia nas telonas – sua salvação, até certo ponto, e ao mesmo tempo seu ‘Deus Ex-Machina’ às avessas, já que neste…

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O que achamos: Beleza Oculta (e a importância de falar sobre a morte)

em Cinema/O que achamos por

Beleza oculta conta a tragetória de Howard (Will Smith) em sua busca pela “normalidade funcional” após uma grande tragédia. Howard escreve cartas para o universo, mas precisamente para a Morte, o Tempo e o Amor. Seus amigos e sócios, em uma grande agencia de publicidade, resolvem intervir e ajudá-lo nessa recuperação. O filme conta com um elenco de peso: Will Smith, Kate Winslet, Helen Mirren e Edward Norton. Mas o filme teve uma estreia modesta, nos Estados Unidos, arrecadou apenas 7 milhões de dólares, em sua semana de estreia. Números baixos para um filme que além, do elenco Blockbuster, ainda leva o nome…

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O que achamos: Estrelas Além do Tempo

em Cinema/O que achamos por

O ano é 1961 e a situação política é a Guerra Fria – o lugar, Estados Unidos. Obviamente, o ponto chave dessa narrativa será a guerra espacial. Obviamente, veremos um grupo de pessoas empenhadxs em deixar a nação estadunidense orgulhosa, uma vez que é naquele país que todas as oportunidades são possíveis. Ainda mais obviamente, temos cálculos sendo realizados a partir de cossenos, tangentes, raízes quadradas e todo o resto, pra fazer com que os foguetes consigam sair do chão. O que não é tão óbvio? Quem faz tudo isso acontecer. Essa é basicamente a premissa de Estrelas Além do…

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Como você pode não ser escrota(o) com pessoas não-binárias

em Comportamento/LGBTQI por

Quase sempre vejo uma confusão imensa na rede, na vida, em todo canto quando se trata de não-binarismo, ou Genderqueer, ou GQ, ou agênero. Não-binarismo, para quem não sabe, é simplesmente a não auto identificação com nenhum dos dois gêneros já determinados biologicamente e socialmente: homem e mulher. Ou seja, é quando uma pessoa não se enquadra, e nem se identifica como sendo de nenhum dos dois gêneros. O longo debate acerca do binarismo é um tema emergente da Teoria Queer e da dissolução da binaridade. O engessamento do nosso pensamento sobre gênero e as convenções da sociedade ainda nos…

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Apertem os cintos, algumas palavras sobre o carnaval de Pernambuco

em Opinião/Pernambuco por

Que tristeza os vídeos e as matérias sobre a violência nas prévias carnavalescas. Recife e Olinda vão enfrentar – ainda mais – muitos problemas nesse sentido. É claro que somos capazes de perceber que existem inúmeras causas para o crescimento dessa onda de arrastões e acho importante que sejamos capazes de olhar para algumas delas. Ficar apenas cobrando policiamento e repressão, quando as discussões sobre a desigualdade são negligenciadas o ano inteiro, é bem complicado né não? O nosso governador e o nosso prefeito não parecem muito interessados em diagnosticar  a espinha dorsal do problema. É importante, fundamental mesmo, colocar…

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francisco, el hombre – Triste, Louca ou Má

em Dicas/Música/Vídeo Clipe por

Quinteto formado por Sebastián, Mateo Piracés-Ugarte, irmãos mexicanos naturalizados brasileiros + Andrei Martinez Kozyreff, Juliana Strassacapa e Rafael Gomes, francisco, el hombre lançou dois Eps: Nudez (2013) e La Pachanga! (2015), e um disco chamado SOLTASBRUXA, que foi liberado ano passado.  O grupo , que mistura sonoridades brasileiras/mexicanas, canta em português, inglês e espanhol e  fala sobre questões humanas de forma poética, sem medo de tocar, por exemplo, nas feridas sociais que ainda nos fazem tanto mal. Foi do SOLTASBRUXAS que saiu a belíssima canção, Triste, Louca ou Má. Com versos que falam sobre as receitas culturais que impõem regras sobre as mulheres e sobre liberdade, é quase impossível não…

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