CONSCIÊNCIA COLETIVA

Retrospectiva 2016: As atuações que se destacaram na Tv e no Cinema

em Cinema/Opinião/TV por

Reunimos alguns autores do anallógicxs e aqui estamos para decidir quais foram as atuações mais marcantes de 2016.

Bruno Carvalho  ficou com Anthony Hopkins, o literalmente dono de Westworld.

Atuação de primeira, personagem com os melhores diálogos e que guia toda a temporada.


Diogo Stanley escolheu dois artistas nacionais:

Marcus Majella. O intérprete de Ferdinando do “Vai Que Cola” e do “Ferdinando Show”, que deixou sua marca na comédia esse ano. Sua atuação e presença de palco agradaram ao público e crítica, consagrando o ator como expoente do humor nacional.


Selma Egrei

Ela interpretou a personagem “Encarnação” na novela “Velho Chico”. A atriz conseguiu transitar por todas as fases do folhetim com altivez, imprimindo realismo ao enredo fantasioso da produção. Merece todos os prêmios.


Já citada na lista de personalidades do ano, Sônia Braga está de volta. O voto é de Gabriel Evelin.

Grande estrela de Aquarius, contou com Kléber para dar a maior demonstração de qualidade do cinema brasileiro. Teve uma superexposição diante da câmera e mostrou personalidade para atuar diante disso.

A casadinha Gabriel/João presente.

Não consigo não enxergar outra pessoa a não ser Sônia Braga, quando o clichê é bom precisa ser reproduzido. Aos 66 anos, Sônia foi vista pelo Brasil e pelo mundo no papel de Clara, do filme Aquarius. Uma atuação leve, natural, sexual, tocante e real. A atriz mostra que as histórias de mulheres de meia idade precisam ser contadas e, mais do que isso, são mais interessantes, afinal experiência de vida conta muito quando se narra uma história, disse João Gusmão.


Confira a nossa crítica de Aquarius!


Weslley Leal ficou com Viola Davis na terceira temporada de How to get away with a murder (que estreou em setembro deste ano).

Confesso que só tinha ouvido falar da Viola e do quanto ela era uma maravilhosa atriz, até o segundo semestre deste ano, quando estreou o decepcionante Esquadrão Suicida, no qual ela interpreta, de forma interessante e bastante convincente – tendo em vista os padrões baixíssimos de qualidade do filme – , a chefe do Esquadrão, Amanda Waller. Voltando à interpretação da atriz na série da ABC/Netflix, os primeiros capítulos da primeira temporada da série não entregam muito a potência da atração, mas com o passar dos episódios, até chegar a atual terceira temporada, é possível detectar o quanto somos tragados para o universo de Annelise Keating (personagem de Viola na série), e quiçá até vivenciamos as emoções desta, tendo em vista a dramaticidade impressa por Viola na atração. Annelise não é uma Miranda Priestly, a ditadora editora de revista, interpretada por Meryl Streep em O Diabo Veste Prada, mas sim uma pessoa marcada por traumas de família, pela difícil relação com o marido, afetada pela sua rigidez e destreza profissionais enquanto advogada e professora de Direito, características divinamente personificadas por Davis. Vale a pena conferir a série, nem que seja pra espiar um taquinho dessa ótima atriz!


Riz Ahmed , de The Night Of, foi a escolha de Amaro Souza.

Os olhares expressivos e abertos, de transformação de um jovem mulçumano, paquistanês e morador do Queens em um suposto assassino (sim o não?), nos deixa imaginando e sentindo o mesmo que a personagem vivencia.


Também de uma série da HBO, Djalma Wanderley escolheu  Evan Rachel Wood de Westworld.

Gostaria de falar sobre todas as atrizes (e alguns atores) desse seriado, mas se é pra escolher só uma, que seja ela: QUE MULHER! E que atuação! Fiquei embasbacado desde o primeiro episódio, e apesar de vê-la colocando sua personagem no banco de trás durante grande parte do seriado, as cenas finais da temporada por si só valem muito toda a espera. Que deusa, viu?


O já premiado Rami Malek, de Mr.Robot, foi escolhido por Igor Icael.

A espetacular atuação de Rami nessa aclamada série é o principal motivador para acompanhar a história de Elliot, com todos os seus desafios e dilemas. O ator consegue expor todas as nuances do personagem, fazendo com que sintamos na pele todos os sentimentos do conturbado engenheiro de segurança. O que não é tarefa fácil: várias vezes fiquei “hipnotizado” com toda a desenvoltura e envolvimento do ator com o papel. O melhor do ano, na esfera das séries, sem dúvidas.


Raphael Alves ficou com o retorno da queridinha Winona Ryder.

Essa provavelmente não é a melhor atuação do ano, mas foi a que me deixou mais feliz. Primeiro porque fazia tempo que não víamos Winona tão entregue, tão presente e tão bem na tela. Segundo porque fiquei realmente emocionado com as cenas protagonizadas por ela (as únicas que me tocaram de verdade), e terceiro porque eu sempre gostei dos trabalhos da atriz; ela e a Christina Ricci estão numa espécie de santuário intocável, gosto com força. 

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