CONSCIÊNCIA COLETIVA

5 motivos pelos quais as Kardashian-Jenner são importantes para o empoderamento feminino atualmente.

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1. Clã 99% feminino.

Criado, produzido e administrado por Kris, o Klã cresce e se desenvolve com rapidez e sucesso. Até o ano passado poderíamos dizer que ele era formado por 6 mulheres e 2 homens, mas, recentemente, Caitlyn Jenner assumiu seu lugar de direito tirando Bruce de cena e fazendo com que o grupo, mais uma vez, crescesse em número de mulheres e em representatividade. A porção masculina, por sua vez, segue na retaguarda sendo fracamente representada por Rob, que não marca pontos, mesmo com todo investimento e dedicação da mother-K Kris. Talvez o grande sucesso da família seja realmente o girl power, não é mesmo.

2. Nós por nós.

Nada mais representativo das irmãs Kardashian-Jenner do que o nós por nós. Se alguém acha que vai arrumar uma treta com uma delas, vide Taylor Swift, acredite, você vai ter que encarar todas elas. Minha teoria é que que como em toda irmandade, só o próprio Klã pode ter tretas internas, se chingarem e por aí vai. Quando a coisa fica feia pra qualquer uma delas, elas se unem e se defendem, se apoiam, se consolam.

3. Meu corpo, minhas regras.

Constantemente criticadas pelo modo como se expõe e mostram seus corpos, as Kardashian usam e abusam sim das suas imagens. Afinal, meu corpo, minhas regras. Com isto elas causam o maior frisson e, de certa forma, questionam os limites de exposição do corpo, os modos de exposição e, por que não dizer, refazem, ou desfazem, os limites do que é permitido ou não. Existem consequências? Sim, claro, como em tudo. O importante é que, baseadas no “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” elas, de forma bastante comercial e com alcance massivo, colocam a mulher e seu corpo exposto em outros lugares.

4. Modificaram o padrão de beleza norte-americano.

Originalmente morenas e curvilíneas, não tão curvilíneas como atualmente, as Kardashian-Jenner defenderam por muito tempo seus longos e negros cabelos. Me recordo dos tempos de Kim K. e Paris Hilton no qual Kim era apenas a amiga morena de Paris. Parece que o jogo virou, não é mesmo? Ser morena, ter cabelos longos, olhos arredondados e escuros, sobrancelhas marcadas, lábios grossos e curvas, muitas curvas se tornou o novo in. Todas querem aquela cintura, aquela bunda, aqueles longos cabelos negros que, as vezes, se transformam num platinado mostrando que as morenas podem sim ser loiras também, porque não? Todos querem pôr as mãos em um pedacinho das Kardashian-Jenner.

5. São comerciais.

Isto poderia ser visto como algo ruim, pejorativo. Mas, explico. Ser comercial para um Klã 99% feminino no qual as mulheres são donas dos seus corpos, estão juntas em todas as circunstâncias e se protegem e se apoiam, trabalham a sua maneira pelo seu dinheiro e ainda são comerciais é algo fantástico. Esse poder de produzir e ser produto permite que elas alcancem o maior número de pessoas, mulheres, homens e etcs. Estar em todos os lugares é levar essa imagem-discurso a muitas pessoas, ser comercial é ter alcance, repercussão.

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Luíza é graduada em Letras pela UFPE, estudante de Direito na UNINASSAU. Escreve sobre a vida cotidiana e as relações interpessoais, e de vez em quando sobre cinema. É curiosa e adora observar as pessoas, seus discursos e suas práticas. Publica mensalmente no dia 12, save the date | Para segui-la no Instagram: @madluiza

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