CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: A Garota no Trem

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Priscila
7/10
Média
7.0/10

A Garota no Trem (The Girl on The Train) é um sucesso literário de Paula Howkins, a sua adaptação tinha a enorme responsabilidade de atrair aqueles que nunca leram a obra e superar as expectativas de quem já era fã da narrativa.

O longa dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas) se destaca por trazer performances sólidas e um roteiro, que apesar de pequenos deslizes, cumpre o que promete. A trama, repleta de reviravoltas e flashbacks, acompanha a divorciada Rachel (Emily Blunt) que tem problemas com o alcoolismo e constantemente pega o trem de Nova York, indo para Connecticut e voltando. Ela carrega a frustração de ter perdido um filho e não consegue superar o fato do ex-marido Tom (Justin Theroux, da série Leftlovers) tê-la abandonado para ficar com Anna (Rebecca Ferguson, de Missão: Impossível – Nação Secreta). Pela janela do trem observa uma casa ocupada pelo casal formado por  Megan (Haley Bennett, de O Protetor) e Scott (Luke Evans, de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos), que aparentemente levam uma boa vida ideal e são vizinhos da casa onde Tom mora com a atual esposa e seu bebê.

Mais tarde, descobre que a moça observada por ela está desaparecida e teme ter feito algo ruim, já que não se lembra de muita coisa por causa da bebida. A trama entra no intricado terreno da batalha travada para que Rachel recorde dos seus próprios passos naquele fatídico dia e, aos poucos, vamos conhecendo melhor, a partir desse esforço, os outros (as) personagens. A história narrada pelas três mulheres da trama nos permite conhecer os medos e frustrações de cada uma delas e tem seu ponto alto ao mostrar ao público que nem tudo é que o parece e que nem sempre podemos dividir facilmente o mundo em vilões e heróis. O olhar profundo nas três mulheres da trama apresenta lampejos do tipo de suspense psicológico que Hitchcock usava com maestria.

Com isso, A Garota no Trem consegue chegar a um final catártico, parte do mérito vem da atuação de Emily, que foi considerada “muito bonita para o papel” ela de fato nos entrega uma atuação sólida e convincente. A história foi bem adaptada e talvez seu pecado tenha sido entregar alguns suspenses cedo demais, já que no livro eles são mantidos por mais tempo. Apesar do deslize, vale bastante a pena.

Último post de Cinema

Ir para o Topo
Pular para a barra de ferramentas