CONSCIÊNCIA COLETIVA

Paquera Nas Redes Sociais

em Comportamento/Opinião por

É engraçado (curioso) o início dos relacionamentos oriundos redes sociais.

Tudo hoje começa com aquela singela curtida em uma das suas inúmeras fotos, em seguida vem aquele suspense: será que devo corresponder?  E então quando a curtida é retribuída, inicia-se uma espécie de odisseia.

Muitas vezes estamos ali, de boas, seguindo a rotina inevitável, bem despreocupados com o que pode acontecer e do nada, sobe aquele coraçãozinho indicando interação em uma das suas fotos. Você vai verificar quem foi o autor e descobre que é um completo desconhecido. Dependendo da sua disponibilidade, da análise do perfil e do seu humor naquele dia, você retribui curtindo uma outra foto aleatória e logo em seguida outras fotos de ambos passam a ser curtidas. Essa sinfonia é um claro sinal de que querem chamar sua atenção e que existe, no mínimo, uma curiosidade mútua.

O próximo passo é dado e um – oi, tudo bem? – surge bem tímido no chat. O ritual seguinte é bastante conhecido: afinidades, gostos, interesses, antigos relacionamentos, desafetos, funções em nosso local de trabalho e cursos na faculdade começam a ser trocados e assim notamos que aquela pessoa rapidamente deixou de ser um desconhecido, parece alguém que sempre esteve próximo. O papo é tão interessante que quando você nota o dia já quase terminou – adoro quando isso acontece -, e então, inevitavelmente, marcamos o primeiro encontro.

O primeiro encontro é sempre um misto de nervosismo e curiosidade. Não sabemos até então como é a pessoa fora da rede social, pois acreditem, o bom papo no ciberespaço não significa êxito no contato face a face. Você pode ser naquele dia, apenas a plateia silenciosa de um eterno monólogo ou pode você mesmo começar a falar sem parar, pois a outra pessoa responde com sim, não ou com leves sorrisos sempre que você propõe um novo tema – um saco, mas é real.

O destino pode ser fabuloso e colocar você em uma mesinha de bar com alguém que simplesmente conversa bastante e que torna o papo tão leve e doce que parece não existir pessoas ao redor. A noite passa, o primeiro beijo é trocado, e quando você percebe, lá está a paixão te encarando do outro lado do bar, com uma cara fofinha e nada tímida. Na volta para casa, você está bobo, repleto de felicidade, pois encontrar alguém como ele nos dias de hoje é bem difícil. Mas na verdade, eu costumo dizer que a parte mais difícil está realmente programada para o dia seguinte.

Sim, o dia seguinte existe e com ele chegam várias perguntas e afirmações inquietas, que nem sempre gostamos de fazer, por exemplo:

– E aí, como será que fui ontem?

Será que devo enviar alguma mensagem?

Acho que um bom dia pode soar despretensioso.

– E se parecer que sou grudento?

Acabamos de nos conhecer pessoalmente, é melhor esperar.

Milhões de dúvidas podem passar pela sua cabeça assim que você acorda – pelo menos comigo é assim que funciona -, e a pior parte é esperar um sinal…. esperar…. esperar… Depois que o dia termina, sem notícias, cai a ficha:  o interesse do outro simplesmente morreu ou nunca existiu, sei lá…. Se ontem a pessoa se mostrava interessada, por que logo depois de me conhecer pessoalmente ela simplesmente sumiu? Será que ela não está esperando o mesmo de mim?

Vai saber.

Beijos de Luz.

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