CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: Ouija (Origem do Mal)

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Diogo
4/10
Média
4.0/10

Hi friends!

Nunca jogue sozinho, nem no cemitério, e no final sempre diga adeus. Essas são as principais regras do Ouija, jogo que conecta os participantes com os espíritos. O universo do tabuleiro macabro já teve algumas incursões no cinema com produções medianas que não entusiasmaram a crítica. Diferentemente de seus jogadores, Ouija (2016) não arrisca e segue o roteiro básico do thriller, sendo apenas mais uma produção do gênero.

Ouija: Origem do Mal (2016) é um prequel de Ouija: O Jogo dos Espíritos que foi lançado em 2014 e teve uma surpreendente bilheteria de 104 milhões. Pegando carona nesse sucesso, o longa narra a história da família que deu origem ao blockbuster. É aí que começam os primeiros problemas da obra. Quem assistiu ao filme anterior já sabe como termina a história porque tudo já foi revelado ao público há dois anos.

O filme se passa em Los Angeles nos anos 60 e conta a trajetória da família Zander. Alice é uma falsa vidente que passa a ter problemas financeiros após a morte do marido. Em meio a essa turbulência, descobre que a filha, Doris, consegue se comunicar com espíritos através do Ouija. O que poderia ser a mina de ouro da família se transforma num pesadelo sem fim.

Os roteiristas, Mike Flanagan e Jeff Howard, tentaram oxigenar a história utilizando na trama referências icônicas do gênero: boneca, padre, exorcismo, porão. O esforço não é suficiente para segurar a produção e não preenche as lacunas no texto. Difícil aceitar a explicação sobre o método de adivinhação utilizado pelo espírito maligno para responder as perguntas dos jogadores. Mesmo sendo uma falsa vidente, soa estranho também o fato da mãe não perceber que a filha está enveredando para o lado oculto da força. É muita ingenuidade!

Assim como no filme anterior, Mike também assina a direção do longa e explora ao máximo os jargões do terror. Cenas escuras, trilha assustadora, cortes rápidos. Contudo, o diretor se perde no desfecho da história. As cenas finais, cruciais para a trama, são resolvidas de maneira simplória sem grandes efeitos, aproximando-se da bizarrice.

Apesar dos tropeços, o filme possui dois pontos fortes: elenco e direção de arte. Diferentemente do antecessor, os atores são seguros e conseguem imprimir realismo ao enredo fantasioso. Elizabeth Reaser (ou seria a Bianca Bin ?) vive Alice Zander e consegue transmitir suavidade na interpretação da viúva/vidente charlatona. Destaque para Lulu Wilson que surpreende na atuação da menina estranha/demoníaca Doris Zander. A equipe de arte caprichou nos detalhes e elementos de cena que ambientam o público na atmosfera dos anos 60. A radiola, carros, cômodos e roupas reforçam a linha retrô e deixam a produção requintada.

Ouija: Origem do Mal (2016) é um filme produzido para ser sucesso, sobretudo entre o público jovem, habitualmente consumidor desse tipo de produção. Supera seu antecessor, mas não se destaca entre as produções do gênero. Com roteiro previsível, a produção não surpreende. Apesar disso, Ouija vale como opção de entretenimento para os amantes do horror e interessados em saber a origem e os detalhes da história apresentada em 2014.

Goodbye!

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