CONSCIÊNCIA COLETIVA

Sue lança seu primeiro EP

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Com forte influência da música afro-brasileira, o EP divulgado há cerca de dois meses, com lançamento marcado para domingo, mostra que Sue tem todos os pré-requisitos para se firmar no circuito da música independente.

Sua relação com a música tem um histórico bem interessante. Participou de diversos projetos, como o Cafuza, e atuou como backing vocal para o cantor Adiel Luna e o percussionista Naná Vasconcelos, com quem diz ter aprendido muito. Atualmente faz parte do Coro da UFPE, que está se apresentando pelas cidades pernambucanas com o espetáculo “Um réquiem para Ariano Suassuna”. Com este mesmo grupo Sue teve a experiência de fazer uma turnê na França com o espetáculo “Povos brasileiros, cantos do Nordeste”.

A realização do sonho de gravar o EP surgiu depois de participar e levar o primeiro lugar no concurso de calouros produzido pela TV Jornal no primeiro semestre deste ano.

quando venci o Concurso de Calouros da TV Jornal, pensei: TÁ NA HORA DE FAZER UM MATERIAL SOLO!! E Assim foi… foram meses de trampo pra gente chegar neste trabalho, que reúne todas as minhas verdades.

O show, que terá duração de 1 hora, trará, além das cinco faixas do EP, releituras de clássicos da música afro-brasileira e possíveis canções que estarão num futuro trabalho. Contará ainda com a participação especial de Thiago Martins e Rodrigo Féliz (da banda Marsa) e do músico Henrique Albino, que também participou das gravações do EP.

Sue se apresentará ao lado dos músicos e amigos Guilherme Eira (guitarrista e produtor do EP e do show), Bruno Lopes (baixo), Zeck Silva (bateria) e Juca Júnior (percussão).

ESCUTE O EP


Trocamos uma ideia com Sue, que nos falou de suas expectativas para o lançamento de seu primeiro EP e aproveitou para convidar todo mundo para participar do espetáculo.

Anallógicxs – Fala um pouco pra gente do caminho percorrido na produção de seu primeiro EP.

Sue – O caminho percorrido para a produção do EP não foi fácil, o prêmio recebido pela TV jornal ajudou muito, mas não foi o suficiente. Fazer um trampo independente é GASTO! Minha sorte foi poder contar com amigos tão talentosos que entraram no projeto não pela grana, mas por acreditar em mim! Eu não tenho produtor ainda, nem alguém que me divulgue na imprensa, tudo que vem acontecendo é graças ao trabalho bem formiguinha, sabe?

No que se refere à linguagem, pensamos o seguinte: eu quero fazer um som que me represente hoje! E eu não poderia fugir da MPB, da leva suol, da presença de backings (pois fiz muito backing em Recife pra muita gente) e jamais poderia deixar de lado a africanidade que trago comigo. Então o som do ep tem esse misto todo!!

Anallógicxs – No atual cenário do mercado fonográfico e das formas de comercialização da música, a internet tem sido um dos principais meios de divulgação de trabalhos de artistas independentes. Pra você, qual a importância dessas plataformas de divulgação e comercialização?

Sue – Hoje as coisas são bem rápidas e agitadas, tudo é pra ontem!  E se a gente sai desse ritmo, a gente é quem perde de divulgar nosso trabalho. Quase tudo que eu divulgo é no facebook, you tube, instagram. Não tem como correr! Ah, e as músicas do EP já estão no soundclound, deem uma olhada também, já que estamos falando nisso!

Anallógicxs – Como você avalia o atual cenário artístico para a música em Pernambuco e quais são suas maiores influências?

Sue – O cenário atual está LINDO! Muita gente nova chegando com muita coisa boa! E nada se parece com nada, isso que eu acho mais interessante, sabe? Talvez seja uma das vantagens dessa contemporaneidade que estamos enfiados. Fora que tem muita gente aqui que compõe lindamente!! Uma pena a gente não ter uma divulgação diária sobre essa galera nova. É tudo feito com tanto sacrifício… Se a mídia olhasse mais pra gente, o mundo iria ouvir música BOA!!!

As minhas influências são as cantoras do coco, como Aurinha, por exemplo. Eu sempre vejo com outros olhos o que ela faz, pensando sempre em ressignificar o som. Gosto das coisas simples e fortes, sabe? Marisa Monte com sua doçura, minha imortal Elis Regina, aquela garra que ela tem!! Maria Betânia e suas habilidades de interpretação, a grande Elza Soares, com sua história sofrida! É isso, garra, força e simplicidade, isso que me influencia, não tem segredo não, é coisa de sentir mesmo.

Anallógicxs – Existe um papel político-social da música? De que forma a ancestralidade negra mergulha nesse aspecto no seu repertório?

Sue – A música é praticamente um protesto em som, seja um protesto dentro de si ou para o mundo bagunçado lá de fora! E por isso existe sim na música um papel político-social, às vezes de efeito imediato, às vezes não.

E sobre ancestralidade… rapaz… é um mistério que tem dentro de nós! É você escutar uma música e lembrar-se das coisas que você viveu e que não viveu ao mesmo tempo, sabe?

É um mistério!! As músicas que estão no meu show e que tem essa chegada ancestral vêm com uma energia linda que não dá pra descrever, é coisa de sentir. Se você for ao show, você vai entender isso!!!
Então anota aí na tua agenda:

Show de lançamento do EP – domingo, 16/10, às 19 horas, Teatro Hermilo Borba Filho, Rua do Apolo, Bairro do Recife. Ingressos no valor de R$ 10,00 (dez reais) vendidos no local.

  • Jana

    Quando vozes assim farão sucesso? Menos Anitta

  • Daniel D

    Que voz massa, na torcida pelo sucesso.

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