CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: Kubo e as Cordas Mágicas

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Priscila
8.5/10
Média
8.5/10

Kubo e as Cordas Mágicas (Kubo and The Two Strings), é um presente para a criança que existe em cada um de nós. Caminha na linha tênue entre o simples e o espetacular, nos deixando completamente imersas em uma trama que aborda questões profundas como: relação familiar, autodescoberta, amor e a compreensão sobre o que você nasceu pra ser e o que te levará até lá.

O longa coloca os estúdios Laika, responsável pelos filmes Coraline e o Mundo Secreto, ParaNorman e Os Boxtroll, entre os grandes estúdios de animação da atualidade. É dirigido por Travis Knight e conta a história de Kubo, um garotinho filho de uma feiticeira poderosa e de um guerreiro samurai. Fugindo de um poderoso clã de feiticeiros, a mãe de kubo precisa deixar tudo para trás e se esconder em um pequeno vilarejo. O pequeno garotinho sobrevive ouvindo a contação de histórias míticas e sempre está no limiar de uma enorme ameaça.

Kubo e as Cordas Mágicas consegue criar habilmente uma atmosfera de identificação e verossimilhança, em um universo dominado pela fantasia e pela cultura oriental. Apesar de contada através dos olhos dos ocidentais, o longa consegue conferir um caráter universal às velhas lendas de espadas e magia do oriente. Percebemos que houve por parte dos realizadores um enorme trabalho de pesquisa sobre um Japão medieval. Como também é visível uma forte influência dos filmes de samurais, parecem até ter saído da imaginação de Akira Kurosawa.

O filme tem basicamente três personagens centrais, Kubo, a Macaca das neves e um guerreiro Besouro… As expressões faciais desses personagens nos fazem“esquecer”que estamos diante de uma animação do tipo Stop-motion. Talvez o maior “defeito” do longa tenha sido a aridez do tema, que fará o filme de difícil entendimento para crianças menores.

Kubo está repleto de imagens grandiosas, cenários exuberantes e lutas de tirar o fôlego. Na torcida para que encontre o devido reconhecimento e ajude o espectador em sua jornada pessoal ao lado do nosso herói.

Menção honrosa para a versão de While My Guitar Gently Weeps dos Beatles cantada pela maravilhosa Regina Spektor e para os origamis, a arte tradicional japonesa de dobrar o papel, que aqui cria novas representações.

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