CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: O Bebê de Bridget Jones

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Priscila
7/10
Média
7.0/10

O filme O Bebê de Bridget Jones não tenta reinventar a roda, é um filme simples e apresenta uma coerência impressionante para uma sequência que esperou 12 anos para ser lançada. No distante ano de 2001 o público conheceria e se apaixonaria perdidamente por uma Londrina desastrada e cheia de inquietações. O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones’s Diary), baseado no best-seller de Helen Fielding, encantou plateias do mundo todo e se tornou um sucesso instantâneo de público e crítica. A sua continuação Bridget Jones no Limite da Razão (Bridget Jones: The Edge of Reason) foi lançada em 2004 e também era baseado em um romance da mesma autora do primeiro, não teve a mesma receptividade e pareceu sempre uma obra menor, quando comparada ao primeiro.

O triângulo amoroso principal (Bridget, Daniel e Mr. Darcy) foi desfeito e esse fato traz uma dinâmica maravilhosa para o andamento da história. A recusa de Hugh Grant foi tratada de maneira natural e trouxe com a sua explicação um dos melhores momentos do filme. A pergunta que ficou no ar por longos 12 anos… Que P*R*A aconteceu após o pedido de casamento de MR. Darcy foi finalmente respondida para os milhares de fãs ao redor do mundo. A vida, meus caros, foi isso que impediu o “felizes para sempre” do casal. E por falar em casal, é maravilhosso ver que a química de Renée Zellweger (Bridget) e Colin Firth (Mr. Darcy) continua impressionante com os dois absolutamente a vontade em seus papeis.

Bridget está solteira novamente é verdade que ainda escuta All By Myself e continua mantendo um diário, mas já não se cobra tanto. Tem um emprego que adora, como produtora de um telejornal e chegou ao peso ideal. Todas essas mudanças na vida de Bridget pavimentam o caminho para o envolvimento com um homem diferente: Jack Qwant é o primeiro grande papel de Patrick Dempsey após a sua saída de Grey’s Anatomy e ele soube aproveitar, está maravilhoso no papel do cara fofo e desencanado.

O filme é recheado de bons momentos e não decepciona os fãs, mas é necessário um conhecimento prévio para compreender nuances importantes. O roteiro, apesar de recheado de clichês consegue divertir e emocionar. Todos os ingredientes dos filmes anteriores estão lá: Os pais que a amam e oprimem (quase na mesma proporção), os amigos que casaram, tiveram filhos e estão curtindo a “vida adulta”, o homem dos sonhos VS o homem real e o trabalho.

Com direção de Sharon Maguire, do primeiro filme, ‘O Bebê de Bridget Jones’ é uma comédia romântica moderna e atual (embora talvez tenha exagerado um pouquinho na tentativa de se afirmar como tal), leve e descontraída. É um filme que te coloca pra cima, com uma protagonista humana e cheia de falhas, que sabe rir das próprias desgraças mesmo nas situações mais embaraçosas que a vida proporciona. Vale muito a ida ao cinema.

Menção Honrosa para a Emma Thompson, que além de fazer parte da equipe de roteiristas está absolutamente maravilhosa no papel da ginecologista de Bridget.

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