CONSCIÊNCIA COLETIVA

Prazer, eu sou o Medium

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Quando a internet surgiu, no início da década de 80, trouxe a esperança de que um ambiente democrático, em que todas as pessoas pudessem compartilhar ideias e espalhar conhecimento, fosse possível. No início dos anos 2000, o surgimento dos blogs simbolizou a concretização dessa ideia.

Apesar de no primeiro momento, em meados de 2005, alcançarem extrema popularidade, os blogs entraram em curva decrescente em tempos recentes, isso ocorreu por um conjunto de fatores, o principal deles: as redes sociais. A partir da popularização do Twitter, que nos permite até hoje a divulgação de pequenos textos, do (finado) Orkut e  do Facebook, as mensagens automaticamente migraram para essas plataformas. Enquanto os conteúdos que possuem maior densidade, acabaram migrando para sites/portais mais especializados.

Esse processo migratório foi,  a princípio, bastante proveitoso: os textos se apresentam de forma mais clara, acessível e o feedback é mais efetivo, permitindo comentários e curtidas. Paradoxalmente, o maior obstáculo, passou a ser exatamente a proposta principal das redes: a instantaneidade. Os textos que hoje foram postados, amanhã se perdem, não são notificados e acabam no esquecimento.

Tudo com seus prós e contras. Mas e agora? Onde posso escrever? O Medium.com surgiu com uma proposta de somar os dois prós e entregar um ambiente em que se soma blog+rede social, buscando o maior alcance possível para as boas histórias.

A plataforma necessitava primeiramente apenas de uma conta de Twitter para se associar, podendo agora também ser acessada através do Facebook. O grande diferencial entre o Medium e as plataformas para blog, como WordPress, é o uso das Tags, que podem ser acessadas através das buscas. Tags são espaços voltados para os textos, ao buscar por “literatura”, por exemplo você será redirecionado à página daquela tag, e lá encontrará os principais textos ligados ao assunto.

Mas como são determinados os principais textos? Através das recomendações. Recomendação é um botão em formato de coração que se localiza abaixo de cada texto, diferente dos likes de Facebook e Instagram, o “recommend” serve como uma forma de propagar: ao recomendar um texto, meus seguidores por exemplo, receberão aquele como indicação de leitura, se mais alguém recomendar, um novo leque de leitores se abrirá e a história se espalhará.

Tá ok, curti todas as minhas Tags, segui todas as pessoas de meu interesse. Como vou saber o que ler? De duas formas: A primeira é o “Digest”. Digest são emails enviados pela equipe do Medium com os melhores textos das tags que você segue, bem como recomendados e publicados por amigos. A frequência poderá ser escolhida por você, variando entre Daily Digest (todo dia) e Weekly Digest (semanal).

Além disso, na página inicial (medium.com) ficam listados os principais textos de tags, pessoas que você segue e recomendações. Uma montagem semelhante às linhas do tempo por exemplo, visando mais a instantaneidade à quantidade de recomendações em si.

Somando-se à essas vantagens, o medium oferece o “Stats”, que são índices numéricos, informando quantas pessoas leram, desistiram, ou somente abriram seu texto. Isso tudo baseado em um sistema de cálculo de tempo de leitura, que informa ao leitor antes de abrir, quanto tempo precisará para ler aquilo.

Gostou do Medium? Faça sua conta! Aqui vão alguns textos enviados pela equipe Medium Brasil para quem quer começar, bem como recomendações deste que vos escreve 😉

  • Como montar seu feed: LINK
  • Guia definitivo do Medium: LINK
    Vale a pena também seguir o Medium em Português, que publica várias dicas e tutoriais em português https://medium.com/@portugues
  • Julierme

    Maravilha, não conhecia mas jaw amo.

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