CONSCIÊNCIA COLETIVA

O que achamos: Angry Birds, diversão para todas as idades

em Cinema/O que achamos por

Review

Nota de Diogo
7/10
Média
7.0/10

Um recurso lucrativo e muito utilizado no cinema é adaptar para a sétima arte histórias de outros universos. Livros, HQs, jogos de video game, séries e reportagens de TV já viraram roteiros de suce$$o para os grandes estúdios. Em Angry Birds, a Sony Pictures aposta em um novo filão desse mercado, a adaptação de aplicativos de celular para as telonas. Pela empolgação da companhia e do público, a iniciativa tem tudo para dar certo.

Inicialmente lançado em 2009 como app para celulares do sistema iOS, Angry Birds rapidamente virou uma febre entre os consumidores da Apple. Não demorou muito para chegar a outras plataformas digitais. Hoje em dia, os pássaros raivosos estão presentes em vários segmentos da indústria cultural.

No filme, conhecemos a pacata ilha onde vivem os pássaros que não voam. No local moram Red (Jason Sudeikis/Marcelo Adnet), Chuck (Josh Gad/Fábio Porchat) e Bomba (Danny McBride/Mauro Ramos). Eles são tipos raivosos que não conseguem conviver com demais animais da espécie e passam a ser disciplinados por Matilda (Maya Rudolph/ Dani Calabresa) para conter seus ataques de fúria. Tudo muda na ilha com a chegada dos porcos verdes liderados por Leonard (Bill Hader/Guilherme Briggs). O desenrolar da trama é regado com piadas, musicais e algumas lições de moral às avessas.

Na versão nacional, os artistas famosos escolhidos para dar voz aos personagens conseguem arrancar risos do público. Sem desprestigiar os dubladores profissionais, o trio Adnet-Porchat-Calabresa forma uma ótima parceria e certamente deve permanecer nas futuras sequências do filme. Com eles, a utilização do “tá tranquilo, tá favorável” soa mais risível que a de Guerra Civil, talvez pela identificação dos atores brasileiros.

Quanto ao texto, é interessante destacar que Angry Birds não é uma animação tipicamente infantil. Apesar da história leve, com condução simples e óbvia, Jon Vitti insere no roteiro algumas piadas e situações de duplo sentido com intuito de conquistar também os pais das crianças e os adultos que toparem embarcar nessa aventura. Com isso, o filme consegue surfar entre as faixas etárias sem grandes percalços.

A direção de Fergal Reilly e Clay Kaytis explora os detalhes da paisagem construída para a animação e os estereótipos dos pássaros. Eles também utilizam referências de marcas famosas e de outros filmes na produção (há uma cena em câmera lenta do veloz Chuck que o público vai recordar do Mercúrio do X-Men). Os diretores ficaram devendo apenas no 3D. O recurso é pouco utilizado e acaba nem sendo notado, o que é uma pena porque o longa oferece grande possibilidade de utilização desse tipo de tecnologia.

Angry Birds é uma animação idealizada para agradar o grande público. Com pegada leve e despretensiosa, os 97 minutos de projeção seguem linearmente sem atropelos narrativos. É uma produção que chega forte para competir com as outras franquias do gênero. Uma excelente opção de entretenimento. Vale o ingresso e vale o riso.

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