CONSCIÊNCIA COLETIVA

Crítica: Independence Day – O Ressurgimento

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Review

Nota de Diogo
7.5/10
Média
7.5/10

2016 é o ano das continuações na indústria do cinema. X-Men, Tartarugas Ninja, Invocação do Mal, Capitão América, Super-Homem estão entre as produções que tiveram suas histórias estendidas recentemente. Nesse filão das releituras e sequências chega às telonas Independence Day – O Ressurgimento. A produção é cercada de efeitos especiais, aventura e muita ação para contar a história de uma nova invasão alienígena na terra.

O filme se passa 20 anos após o primeiro ataque extraterrestre, evento mostrado no primeiro longa lançado em 1996. Vários atores estão novamente no elenco interpretando os mesmos papéis, a exceção é Will Smith que ficou de fora, mas é bastante lembrado no decorrer da projeção. Na tentativa de oxigenar a trama, foram inseridos novos personagens para reproduzir a mesma lógica da história anterior. Liam Hemsworth, Maika Monroe e Jessie T. Usher encabeçam a lista de novatos com mais tempo de tela.

No filme, o mundo sofre uma nova ameaça alienígena arquitetada pelos mesmos invasores de vinte anos atrás. Só que desta vez, eles estão mais fortes, inteligentes e organizados. Teoricamente, os terráqueos também estão preparados para novas invasões, mas não é bem o que acontece. Os roteiristas Nicolas Wright, James A. Woods, Dean Devlin, Roland Emmerich e James Vanderbilt abusam do inusitado e forçam a barra para contar a aventura. Alguns fatos soam surreais até mesmo para um filme de ficção científica. Um líder africano mata aliens usando foices, uma nave alienígena da dimensão do Oceano Atlântico não é detectada por nenhum radar, extraterrestres falam inglês, humanos pilotam máquinas alienígenas com total aptidão e propriedade. Esses são alguns exemplos da viagem narrativa da produção.

O roteiro fantasioso conduz de forma truncada e ingênua o interesse dos aliens em destruir o planeta e como os humanos conseguem reverter essa situação. Também ficou estranha a participação da presidenta do EUA. Interpretada por Sela Ward, a personagem poderia ser um diferencial na trama, mas acaba sendo um trampolim para o Ex-Presidente Whitmore (Bill Pullman), mais um papel feminino subutilizado. A trama também aposta na imagem da terra como uma nação unida e feliz com várias crenças e cores, todos liderados pelos norte-americanos. Em dado momento da história, um E.T. diz que os humanos “são uma espécie extraordinária”. Infelizmente, diante dos últimos acontecimentos mundo afora tem sido difícil acreditar nisso.

Novamente dirigido por Roland Emmerich, o filme é repleto de excelentes cenas de ação em naves, colisões, perseguições intergalácticas, confrontos armados entre humanos e aliens. Os efeitos especiais são o ponto alto da produção, sobretudo nas cenas de destruição e apocalipse. As imagens impressionam e prometem arregalar os olhos do público.

Independence Day – O Ressurgimento tem orçamento aproximado de 200 milhões de dólares. A expectativa é que a produção alcance bons números de bilheteria e atraia o público que acompanhou a primeira incursão cinematográfica da franquia na década de 90 e também conquiste as novas gerações. Pensando nisso, há um investimento pesado em marketing e até em app de jogos para celular sobre o filme. Há a possibilidade de termos uma continuidade, formando uma trilogia da saga. Vamos apostar que nas sequências prometidas, além dos efeitos especiais de ponta, as histórias sejam apresentadas de forma mais verossímil e com menos clichê. Fica aqui nossa torcida.  

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